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	<title>Isto é Música &#187; Isto é Música Entrevista</title>
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	<description>Música, não importa de onde.</description>
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		<title>IEM Apresenta e Entrevista: The Outs Of Outland</title>
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		<pubDate>Tue, 15 Nov 2011 02:09:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator>bigmontz</dc:creator>
				<category><![CDATA[Isto é Música Apresenta]]></category>
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		<category><![CDATA[Dig Out Your Soul Competition]]></category>
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		<description><![CDATA[IEM Apresenta e Entrevista o The Outs Of Outland, banda que venceu a competição de versões de músicas de um álbum do Oasis e hoje batalha no underground tocando seu rock clássico. Na entrevista, a banda fala sobre seu futuro e assunto mais gerais ligados a música.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><img class="aligncenter size-full wp-image-2432" title="The Outs Of Outland" src="http://istoemusica.bigmontz.com/wp-content/uploads/2011/11/the-outs.jpg" alt="" width="600" height="400" /></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Tiago Carneiro</strong> e <strong>Dennis Guedes</strong> sempre tocavam juntos em nos encontros familiares e , em março de 2007, os primos resolveram montar uma banda cover de bandas como <strong>Oasis</strong>, <strong>U2</strong>, <strong>The Bealtes</strong>, <strong>Kasabian</strong>, <strong>Radiohead</strong>. Nascia aí o <strong>The Outs (of Outland)</strong>. Depois de mais de um ano juntos, em 2008 entram o baixista <strong>Gabriel Nery</strong> e o baterista <strong>Rodrigo Artes</strong> passando a ser um quarteto.</p>
<p style="text-align: justify;">Era outubro de 2008, o Oasis acabara de lançar o <strong>Dig Out Your Soul</strong> (DOYS) e surge uma competição de melhores bandas cover de Oasis. A intenção era uma perfomance de músicas desse novo álbum da banda dos irmãos Gallagher. O The Outs resolveu  mandar um vídeo e o próprio Noel Gallagher os elegeu como melhor perfomance e o produtor da NME (Conor McNicholas) colocou os garotos no top 3. Como prêmio os meninos foram a Londres assistir um show do Oasis no Estádio de Wembley e ganharam o Box do DYOS.</p>
<p><iframe width="600" height="437" src="http://www.youtube.com/embed/nFJ2OuPTlR4" frameborder="0" allowfullscreen></iframe></p>
<p style="text-align: justify;">Em Janeiro de 2009 a banda foi a São Paulo e gravou seu próprio EP “Maybe Pleasing” com 4 músicas. Três dessas músicas estão disponíveis no myspace da banda: <a href="http://www.myspace.com/theoutsband">www.myspace.com/theoutsband</a>. A banda fez show no Pub Lord Jim em Ipanema (2009) lotando o local e nesse dia conheceram o futuro guitarrista: Luís Fernando. Assim a sonoridade da banda estava completa!</p>
<p style="text-align: justify;">O ano de 2010 foi decisivo pra banda&#8230;show em São Paulo e maior amplitude da banda. Nova música “<strong>The Way Of the Sun</strong>” e muitas brigas internas fizeram o baterista Rodrigo Artes sair da banda. Em seu lugar entra a <strong>Maria Lacombe</strong>.</p>
<p style="text-align: justify;">A formação atual da banda:</p>
<p style="text-align: justify;">Tiago Carneiro &#8211; Vocais<br />
Dennis Guedes &#8211; Guitarra/ Vocais/ Gaita<br />
Gabriel Nery &#8211; Baixo<br />
Luis Fernando &#8211; Guitarra/ Vocais/ Teclado<br />
Maria Lacombe &#8211; Bateria</p>
<p><iframe width="600" height="437" src="http://www.youtube.com/embed/_lrH_f-AIQg" frameborder="0" allowfullscreen></iframe></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Entrevista</strong></p>
<p style="text-align: justify;">E agora, a gente conhece um pouco mais dos caras e como eles veem o cenário musical. Quem respondeu nossas perguntas foi o Dennis.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>IEM: </strong>Faz algum tempo que vocês eram os caras que ganharam a promoção oficial da melhor cover/versão do Dig Out Your Soul. Aproveitaram bem a viagem? Como foi a transição entre ser uma dupla que fazia covers para uma banda com músicas próprias? Como foi a entrada dos demais participantes na banda?<br />
<strong>Dennis: </strong><em>Sim, o concurso nos deu a oportunidade de conhecermos qualquer lugar do mundo que escolhêssemos, e certamente escolhemos Londres, o berço do rock&#8230;E ainda vimos um show do Oasis no lendário Wembley Stadium. Como não aproveitar isso? Hahaha. A transição para banda com músicas próprias foi natural. A &#8220;dupla&#8221; The Outs na realidade nunca foi uma dupla, pelo menos em tese. Fazíamos &#8220;tributos&#8221; das nossas bandas preferidas, mas o timbre de voz do Tiago lembra muito o do Liam Gallagher, então aos poucos conquistamos espaço. Mas desde o princípio tínhamos músicas próprias, e o concurso nos ajudou a concluir nosso trabalho lançando o EP &#8220;Maybe Pleasing&#8221;. Agora temos planos de lançar nosso primeiro álbum em breve. </em><em>A base do The Outs se conheceu no ensino médio. Eu e o Tiago somos primos e passamos a estudar no mesmo colégio, e então conhecemos o baixista (até então guitarrista) Gabriel Nery, e dissemos que ele só entraria se tocasse baixo. Uma semana depois ele vendeu a guitarra e apareceu com um baixo perguntando &#8220;Estou na banda?&#8221;. Embora pouco tempo de banda, tivemos algumas mudanças de membros, pois o antigo baterista morava em São Paulo, o outro guitarrista também&#8230; O importante é que todos  entraram na banda por acreditar ser um trabalho verdadeiro e promissor. Rock de verdade, sabe?</em></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>IEM:</strong> O show de vocês traz uma energia meio anos 60-70, o mesmo ocorre com as músicas próprias. O som retrô foi uma meta ou acabou ocorrendo naturalmente? Tem relação com as bandas que lhes inspiraram?<br />
<strong>Dennis: </strong><em>Com certeza tem relação com as bandas que nos inspiram. Uma das metas da banda era reunir músicos que gostassem desse tipo de som, então foi uma coisa que simplesmente aconteceu. Claro que hoje, após um tempo de estrada, nos preocupamos um pouco mais com a &#8220;estética&#8221; do nosso trabalho, mas de qualquer forma é uma junção de tudo aqui que gostamos, como Oasis, Beatles, The Verve, Led Zeppelin, The Doors, Pink Floyd, &#8230;</em></p>
<p><iframe width="600" height="437" src="http://www.youtube.com/embed/FF7EyAVViiQ" frameborder="0" allowfullscreen></iframe></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>IEM:</strong> Qual são os planos a curto prazo para a banda? Estão preparando um álbum completo ou preferem ganhar grana fazendo shows antes de pensar nesta situação?<br />
<strong>Dennis: </strong><em>Sinceramente, estamos apostando dos dois lados. Shows estão sendo importantes para fazer um público mais presente, que acompanha os passos da banda, mas investir num álbum já está mais do que na hora, pois temos muitas músicas guardadas, o suficiente para pelo menos 3 álbuns. Mas é claro, estamos nos preocupando em fazer isso com a maior qualidade possível, algo que seja possível de circular pela Europa e EUA também, então a atenção é redobrada.</em></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>IEM: </strong>A internet com MySpace, Trama Virtual, Oi Novo Som, Facebook, Twitter, Youtube, etc, acaba por facilitar muito a divulgação de artistas novos e tambem os dois mais estabelecidos. Como conseguir destaque em meio a tanta informação? Vale mais viral bem feito que uma música bem feita?<br />
<strong>Dennis: </strong><em>Isso é uma coisa complicada, pois existe muita &#8220;porcaria&#8221; e algumas coisas boas circulando. Mas como a maioria &#8220;queima&#8221; o filme de banda independentes (não apenas &#8220;indie&#8221;), o público já desconfia do trabalho antes mesmo de ver (isso QUANDO vê). São ferramentas ótimas, mas como todos têm acesso, a coisa se estreita um pouco. Hoje eu diria que tanto o &#8220;viral bem feito&#8221; quanto a &#8220;música bem feita&#8221; andam juntos. Pelo menos assim devia ser&#8230; Algumas pessoas estão mais preocupadas em tratar a música como apenas um produto, e não  mais uma arte. Uma música ruim hoje pode ser bem feita, então é muito relativo&#8230; Mas acho que quanto mais artifícios puderem ser usados, melhor.</em></p>
<p><iframe width="600" height="437" src="http://www.youtube.com/embed/2v9jVxecFdA" frameborder="0" allowfullscreen></iframe></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>IEM: </strong>Como bons fãs do Oasis qual a espectativa em relação aos Gallaghers? Liam continua com sua Beady Eye? Noel superará o Oasis com a carreira solo? Ou possível fusão dos irmãos voltando ao velho e bom Oasis? A ansiedade pelos sons dos Gallaghers separados foi justificada após ouvir os trabalhos já lançados?<br />
<strong>Dennis: </strong><em>A banda (The Outs) anda meio dividida com relação a isso, mas em uma coisa existe um consenso: Está sendo ÓTIMO avaliar os dois lados da moeda. Podemos ver qual é a influência do Liam &amp; Cia e também do Noel dentro do Oasis. É como se você tivesse feito uma mistura homogênea (Oasis) virar heterogênea gerando duas fases que juntas formam uma coisa muito boa. Particularmente estou gostando do trabalho dos dois, e acho que devem continuar um pouco mais sim. John Lennon fez coisas ótimas em sua carreira solo, Paul McCartney &amp; Wings também, George Harrison nem se fale&#8230; Porque eles não fariam também&#8230;? Eu tenho gostado mais da Beady Eye por questão de gosto, mas reconheço o trabalho das duas partes. Já existe o boato de que eles se reuniriam em 2015 para uma turnê de comemoração dos 20 anos do &#8220;What&#8217;s The History (Morning Glory), e também lançariam um álbum. Acho que é um bom tempo para avaliarmos mais coisas de suas carreiras fora do Oasis.</em></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>IEM: </strong>Esta é a pergunta mais dificil já feita pelo IEM. Defina Rock.<br />
<strong>Dennis: </strong><em>Rock cada vez mais se torna algo mais difícil de ser definido. Existe uma gama imensa de estilos dentro do Rock como um todo, até mesmo diferenças de tribos dentro do próprio Rock. O rock pode ser até uma música indiana, não é? Rs&#8230;</em></p>
<p><iframe width="600" height="437" src="http://www.youtube.com/embed/Pxyl3b4GfAM" frameborder="0" allowfullscreen></iframe></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>IEM: </strong>Uma música e a justificativa da escolha.<br />
<strong>Dennis: </strong><em>Olha, pensar em UMA música é complicado&#8230; Eu poderia dizer a música que tenho mais ouvido na última semana, a música que mais me chamou a atenção no último mês, ou até mesmo aquela música que ouvi durante um ano sem parar. Mas para responder a pergunta, eu escolho a &#8220;The Way Of The Sun&#8221;, da própria The Outs Of Outland. Foi a primeira, última e única música que gravamos por conta própria, sem ninguém para dar &#8220;pitaco&#8221;. Ela foi importante porque gravamos exatamente do jeito que queríamos poder gravar uma música própria algum dia, com instrumentos vintage, cítaras indianas&#8230; E a banda passava por um momento delicado de quase fim, então essa música ajudou a banda a se manter, como um mantra mesmo.</em></p>
<p style="text-align: justify;"><strong><em>Texto por Camila Nobre, perguntas por BigMontZ e Camila Nobre.</em></strong></p>
<p style="text-align: justify;"><em>Note: There is a poll embedded within this post, please visit the site to participate in this post's poll.</em></p>
<p style="text-align: justify;">
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		<title>IEM Apresenta e Entrevista: Vinicius Castro</title>
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		<pubDate>Wed, 03 Aug 2011 01:39:01 +0000</pubDate>
		<dc:creator>bigmontz</dc:creator>
				<category><![CDATA[Isto é Música Apresenta]]></category>
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		<description><![CDATA[IEM Apresenta e Entrevista Vinicius Castro, cantor e compositor recifense radicado no Rio de Janeiro que mistura os mais diversos estilos em seu álbum "Jogo de Palavras". Na entrevista, Vinicius fala sobre o futuro, fluxo de trabalho, repercussão do trabalho, etc.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="aligncenter size-full wp-image-2258" title="Vinicius Castro (Créditos: Rogério von Krüger)" src="http://istoemusica.bigmontz.com/wp-content/uploads/2011/08/Vinicius-Castro.jpg" alt="" width="600" height="399" /></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Vinicius Castro</strong> é cantor e compositor. Nascido em Recife, o jovem atualmente mora no Rio de Janeiro, mas já residiu em Campinas e Curitiba. O cantor lançou o álbum &#8220;<strong>Jogo de Palavras</strong>&#8221; em 2010 e de lá para cá vem recebendo boas críticas de publicações como a revista <strong>Rolling Stone</strong>, <strong>Folha de São Paulo</strong>, <strong>Revista Backstage</strong>, etc. Além de ter recebido destaque nos portais Oi Novo Som e Palco MP3.</p>
<p style="text-align: justify;">O destaque recebido tem seus motivos, &#8220;Jogo de Palavras&#8221; é um álbum que logo de cara te deixa a vontade para ouvir, não te agride em nenhum momento. O álbum passeia por diversos estilos sem sobressaltos, rock, blues, mpb, forró e até tango. As letras tem aqueles momentos quase infantis e o jogo de palavras que são vistos no trabalho de <strong>Arnaldo Antunes</strong>. Estas características podem ser exemplificadas facilmente neste trecho de &#8220;<strong>Dos pes a cabeca</strong>&#8220;: &#8220;será que pé de planta tem chulé?/será igual ao da planta do pé?/e se for pra plantar bananeira&#8230;/não porá os pés no chão!&#8221;</p>
<p style="text-align: justify;">&#8220;<strong>Casa ao Revés</strong>&#8221; é quase um hino de vários casais de amigos que conheço, mas deixa quieto. Também destaco o meio tango &#8220;<strong>A Sentença</strong>&#8221; primeiro pela mistura até então não vista por mim (porém já sei de uma banda Argentina que mistura tango com rock, mas ainda não ouvi e deve ser tema de outra matéria). Entretanto, é muito difícil ficar destacando música em álbum coeso como este, nem bons e nem ruins. Então fecho minha pequena resenha por aqui.</p>
<p><iframe width="610" height="377" src="http://www.youtube.com/embed/8J9l5gG0uCI?hd=1" frameborder="0" allowfullscreen></iframe></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Entrevista:</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Vinicius Castro concedeu uma entrevista ao nosso glorioso blog na qual fala sobre o futuro, fluxo de trabalho, repercussão do trabalho, etc.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>IEM</strong>: Quando ouvi pela primeira vez &#8220;Jogo de Palavras&#8221; a primeira pensei foi &#8221;o cara tem a voz do Cazuza&#8221;. Alguém já fez esta comparação antes? Como é viver com comparações?<br />
<strong> Vinicius</strong>: <em>Sim, já ouvi essa comparação antes! Mas também já ouvi muito que minha voz é parecida com a do Chico Buarque e até mesmo com Zé Ramalho. Daí eu pergunto: o que Zé Ramalho, Chico Buarque e Cazuza tem em comum? Comparações são necessárias para que as pessoas tenham algum ponto de apoio frente ao novo. Um porto seguro pra poder ouvir e &#8220;entender&#8221; de alguma forma algo que é inédito.</em></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>IEM</strong>: Cada vez mais se vê cantores e bandas produzindo seu próprios trabalhos e seguindo a carreira meio que por conta própria. Como é lidar com esta liberdade criativa e com a incerteza grande que deve ocorrer por não ter um suporte por trás?<br />
<strong> Vinicius</strong>: <em>Acho que hoje em dia não há certeza em nenhuma das posições da &#8220;cadeia alimentar&#8221; musical. Música na novela já não é sinônimo de sucesso nacional, e um independente pode ter grande destaque através da internet. A liberdade criativa é a cereja no bolo: ter o direito de fazer com sinceridade um trabalho e saber que, sendo aceito, ou não, os créditos são seus!</em></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>IEM</strong>: Como a boa repercussão de seu trabalho afetando a sua vida? Sua vida mudou em alguma coisa desde o lançamento de &#8220;Jogo de Palavras&#8221;? Dá para sobreviver só de música ou ainda tem que manter atividades paralelas?<br />
<strong> Vinicius</strong>: <em>&#8220;Jogo de Palavras&#8221; abriu portas muito bacanas. Não sabia que ao lançar um disco de forma independente, sem assessoria de imprensa, eu teria críticas (e ainda mais elogiosas!) em veículos tão bacanas como Folha de SP, UOL, Revista Rolling Stone, que daria entrevista na Globo News e em diversas rádios. Mas ainda é um primeiro passo. Dá pra sobreviver de música já que, ao contrário do que muitos pensam, as áreas de atuação são muitas. Eu trabalho com criação de trilhas, composições por encomenda, aulas, e muito mais!</em></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>IEM</strong>: Seu trabalho viaja por mundos diferentes, parece que apenas deixou as músicas seguirem o caminho delas e viu o resultado final. Este foi o seu fluxo de trabalho? Caso não tenha sido, como foi o fluxo de trabalho?<br />
<strong> Vinicius</strong>: <em>Nesse disco, os estilos musicais estão em função da mensagem a ser apresentada. Conforme a letra transmite a mensagem, o arranjo dá suporte para tal. Sem ofuscar a letra, mas como amparo para que a palavra tenha seu efeito maximizado pelas notas e instrumentos!</em></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>IEM</strong>: Falando em trabalho, &#8220;Jogo de Palavras&#8221; foi lançado em 2010. Já está trabalhando no próximo álbum? É daqueles que vivem compondo o tempo todo ou para para compor apenas para fazer um trabalho específico?<br />
<strong> Vinicius</strong>: <em>Tenho diversos trabalhos em andamento. Um cd completo para um musical ainda inédito, um cd infantil (com minha banda CRIA), e ainda centenas de músicas ainda sem destino certo &#8211; todos os projetos esperando para serem gravados e lançados!</em></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>IEM</strong>: Uma música e a justificativa da resposta.<br />
<strong> Vinicius</strong>: <em>Segundas Intenções. Foi a última música a entrar no disco. Apresenta uma letra irônica e um arranjo que resumem bem a ideia do disco: simplicidade em nome de uma mensagem original!</em></p>
<p><iframe width="610" height="487" src="http://www.youtube.com/embed/8wusYY_8w18" frameborder="0" allowfullscreen></iframe></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Para maiores informações e download de Jogo de Palavras, clique <a href="http://viniciuscastro.com.br/" target="_blank">aqui</a></strong>.</p>
<p style="text-align: justify;">Note: There is a poll embedded within this post, please visit the site to participate in this post's poll.</p>
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		<title>IEM Apresenta e Entrevista: The Lollipops</title>
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		<pubDate>Sun, 03 Jul 2011 21:05:27 +0000</pubDate>
		<dc:creator>bigmontz</dc:creator>
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		<description><![CDATA[O IEM Apresenta e Entevista a banda The Lollipops e seu rock simples feito na Polônia, na entrevista a banda conta sua história e falando um pouco sobre música.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="aligncenter size-full wp-image-2046" title="The Lollipops - Hold (Álbum Cover)" src="http://istoemusica.bigmontz.com/wp-content/uploads/2011/07/The-Lollipops-Hold.jpg" alt="" width="600" height="542" /></p>
<p style="text-align: justify;">Esse post é como um volta no tempo para blog, ao tempo que apresentávamos bandas de lugares longínquos e quase não tinha nada nacional. Isso não quer dizer que as bandas nacionais perderão espaço e que as bandas mais conhecidas não serão tema de posts, isso apenas indica que o escriba aqui vai começar a postar uma coisas diferentes ai. Para dar reinicio a saga&#8230;</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>The Lollipops </strong>é uma banda formada em 2008 por <strong>Kasia Staszko </strong>(vocal),  <strong>Jacek Ruczko</strong> (guitarra), <strong>Romek Baltuszka</strong> (guitarra), <strong>Jakub Roszkiewicz</strong> (baixo) e <strong>Wojtek Zamaro</strong> (bateria) em Olsztyn, Polônia. A banda lançou seu primeiro álbum neste ano, o álbum se chama &#8220;<strong>Hold!</strong>&#8221; e foi este trabalho deles que tive a oportunidade de ouvir.</p>
<p style="text-align: justify;">O som da banda é bastante simples, é um rock bem feito, com momentos mais pegados e outros mais ambientes e calmos, até relaxantes. &#8220;<strong>Candy Cigarette</strong>&#8221; é um bom exemplo de como a banda consegue criar trilhas ambientes excelente, a música flui fácil. Já &#8220;<strong>Good Girl</strong>&#8221; mostra um lado dançante e sessentista da banda, suas batidas marcadas me lembram muito coisas do inicio dos anos 60. Também posso destacar &#8220;<strong>Girls&#8217; Night Out</strong>&#8220;, uma música que fica no limite entre os dois mundos citados, o resultado é muito agradável de se ouvir.</p>
<p><iframe width="600" height="371" src="http://www.youtube.com/embed/RzK-JSnFMtM?hd=1" frameborder="0" allowfullscreen></iframe></p>
<p style="text-align: justify;">Por fim, é posso dizer que &#8220;<strong>You Forgot My Name</strong>&#8221; foi a música que me fez procurar mais coisas sobre a banda, ela tem a pegada sessentista de &#8220;Good Girl&#8221; só que com um pouco mais de estridência na guitarra. Enfim, The Lollipops é uma banda a qual vale dar uma conferida, rock simples e bem feitos sempre é bem vindo.</p>
<p><b>Entrevista</b></p>
<p style="text-align: justify;">O IEM teve a oportunidade fazer algumas perguntas para a banda e esta conversa via e-mail será reproduzida abaixo.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>IEM: </strong>Não existem muitas informações sobre vocês na internet, pelo menos não em inglês. Podem se apresentar?<br />
<strong>The Lollipops: </strong><em>A falta de informação sobre nós na internet internacional é resultado da nossa falta de consciência que nosso álbum de estréia iria fluir longe da Polônia. Nós admitimos que estamos completamente despreparados para isto. Culpada admitida. =)<br />
Então, The Lollipops, a banda de cinco integrantes de  Olsztyn, Polônia foi formada em 2008. Em 2009 publicamos nossa primeira gravação, o EP demo independente &#8220;<strong>Cold Cold Night Debut</strong>&#8220;. Ficamos muito orgulhosos &#8211; &#8216;goddamn&#8217;, a primeira gravação de nossas vidas. =)<br />
Nós estávamos sempre a tocar ao vivo, pois o desempenho ao vivo é o que define a banda. Então, tendo as primeiras três ou quatro música gravadas, nós estávamos tocando pela cidade. Uma vez tocamos para músicos e fãs de uma banda polaca extremamente cult chamada <strong>Republika </strong>e seu baixista <strong>Leszek Biolik</strong>, que também é um grande produtor musical, nos deu uma força. Nós fizemos um single, &#8220;Good Girl&#8221;, with Leszek e este foi muito bem recebido pela crítica por todo o país. Foi assim que a banda começou a se tornar algo maior que somente uma banda local. Em março de 2011, nos lançamos nosso primeiro álbum &#8220;<strong>Hold!</strong>&#8220;. </em></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>IEM: </strong>&#8220;The Lollipops&#8221; é um nome estranho para uma banda de rock, soa como o nome da uma banda pop, mas também lembra coisas dos anos 60 também e isso tem muito a ver com o som de vocês. Então, como escolheram este nome?<br />
<strong>The Lollipops: </strong><em>Perguntas sobre o nome são as mais difíceis =) Nós precisávamos de um nome que soasse como algo dos anos 50 e 60. A escolha foi lollipops. Na verdade, soa um pouco infantil e feminino, mas quando você põe isso ao lado de nossa música, isto começa a ficar mais &#8216;distinto&#8217;. Bem no inicio, também pensamos em nomes como &#8220;Black Cab&#8221;, &#8220;Black Box Recorder&#8221; e similares, mas agora vemos que não seria uma boa escolha. Veja, The Black Angels, The Black Keys, The Black Belles, The Black Crows, BRMC, etc, etc =D</em></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>IEM: </strong>O som de vocês é simples e despretensioso, é um tipo de rock dos anos 60 feito nos dias de hoje. Fazer &#8220;coisas simples&#8221; acaba sendo mais complicado que &#8220;coisas complicadas&#8221;?<br />
<strong>The Lollipops:</strong> <em>The Lollipops é sempre sobre boa melodia e batidas estilosas. Tendo uma melodia agradável que seja simples, você não precisa complicar, transpor em várias camadas até o limite. É assim que vemos música. É claro, isto é por conta da música que nos inspira &#8211; rock antigos e blues rock e bandas &#8216;chary shoegaze&#8217; como <strong>Mazzy Star</strong>. No momento estamos preparando as músicas para o próximo álbum e vemos que as novas canções são mais complicadas, mas continuam soando como a gente. Continuamos usando duas guitarras, vocal e ritmo, mas a musicalidade começa a ficar mais densa.</em></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>IEM: </strong>Uma questão simples. &#8220;Let It Be&#8221; ou &#8220;Let It Bleed&#8221;?<br />
<strong>The Lollipops: </strong><em>Esta é a questão! &#8220;Let It Bleed&#8221;, com certeza. Se pudéssemos abrir para uma destas bandas, a gente não consegue se imaginas antes dos <strong>Beatles</strong>. Mas <strong>Stones</strong>? Porque não, é o mesmo tipo de rock. O melhor que poderia ser é o &#8220;<strong>Revolver</strong>&#8221; só que gravado pelos Stones. Acho que isto seria &#8216;massive&#8217;.</em></p>
<p><iframe width="600" height="371" src="http://www.youtube.com/embed/nwBHeXNhs1k?hd=1" frameborder="0" allowfullscreen></iframe></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>IEM: </strong>Escolha uma música para colocar na matéria e justifique a resposta.<br />
<strong>The Lollipops: <em>&#8220;Trash &#8211; Bottles &#8211; Guns&#8221;</em></strong> &#8211; narrativa da The Lollipops.</p>
<p style="text-align: justify;">As perguntas foram respondidas por Romek, guitarrista da banda.</p>
<p style="text-align: justify;">Note: There is a poll embedded within this post, please visit the site to participate in this post's poll.</p>
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		<title>IEM Entrevista: Cícero (Lançamento de “Canções de Apartamento”)</title>
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		<pubDate>Wed, 29 Jun 2011 23:01:45 +0000</pubDate>
		<dc:creator>bigmontz</dc:creator>
				<category><![CDATA[Isto é Música Entrevista]]></category>
		<category><![CDATA[2011]]></category>
		<category><![CDATA[Canções de Apartamento]]></category>
		<category><![CDATA[Cícero]]></category>

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		<description><![CDATA[Cícero, ex-banda Alice, acabou de lançar seu primeiro trabalho solo, "Canções de Apartamento", e cedeu uma entrevista ao IEM falando sobre divulgação, shows, etc. ]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="aligncenter size-full wp-image-1999" title="Foto de divulgação oficial de &quot;Canções de Apartamento&quot;" src="http://istoemusica.bigmontz.com/wp-content/uploads/2011/06/01-Divulgação-Oficial.jpg" alt="" width="600" height="591" /></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Cícero</strong>, ex-banda Alice (clique <a href="http://istoemusica.bigmontz.com/2010/03/09/iem-apresenta-e-entrevista-alice/" target="_blank">aqui</a> para saber mais sobre a banda),<strong> </strong>acabou de lançar seu primeiro trabalho solo, &#8220;<strong>Canções de Apartamento</strong>&#8221; (clique <a href="http://istoemusica.bigmontz.com/2011/06/18/cancoes-de-apartamento-cicero/" target="_blank">aqui</a> para ler a resenha), e cedeu uma entrevista ao IEM falando sobre divulgação, shows, etc. Confiram.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>IEM: </strong>Qual foi sensação ao terminar gravação do álbum depois de tanto tempo parado? Bateu uma sensação de dever cumprido ou ainda rola um insegurança?<br />
<strong>Cícero:</strong> <em>Nunca tive essa sensação de dever cumprido. Mas sinto que a cada disco vou me aproximando mais da minha forma de fazer música. Que não seja genial, mas minha. A insegurança é enorme. Quando a Alice começou eu tinha 16 anos, agora tenho 25. Você idealiza menos as coisas. Na época da Alice, em 2003, éramos mais uma banda de rock numa cidade cheia de bandas de rock legais. Não tinha muita reflexão sobre o que queríamos com a música. Queríamos só fazer. Agora eu me cobro muito mais como compositor. Pretendo passar os próximos anos me trabalhando pra diminuir isso. Porque internamente minha insegurança só aumenta com o passar dos discos.</em></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>IEM: </strong>Sempre achei que a Alice tinha uma divulgação pouco eficaz (com um entra e sai muito grande das músicas dos sites de relacionamento, fechamento de foruns do Orkut, pouca divulgação de shows, longos periodos de reclusão, etc.). Como isso será trabalhado agora que está solo? Será algo mais aberto ou continuará nos moldes vistos antes?<br />
<strong>Cícero: </strong><em>Não, nos divulgávamos muito mesmo. Por vários motivos. E os motivos ainda existem. Ainda estamos num hiato entre o que era e o que vai ser na música brasileira. Mudanças levam tempo. Acho a divulgação da grande mídia constrangedora e a divulgação da mídia alternativa pouco eficaz. Você pode conseguir explodir na internet, ser um fenômeno com uma música ou imagem que “super funcione” na rede e mesmo assim não conseguir pagar seu aluguel e plano de saúde com isso. A grande mídia faz a coisa gerar dinheiro, mas te vende como sabão em pó. Não vi ainda algo novo, íntegro e funcional economicamente falando pra divulgar música. Então penso apenas em fazer a cartilha de divulgação na internet, porque posso fazer da forma que acho legal, e esperar que as pessoas gostem. Vou até onde meus braços chegarem. Não tenho nenhum plano para dominar o mundo.</em></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>IEM: </strong>Um bom vídeo para se tornar um viral no Youtube/Internet ou a aposta da conquista gradual de um público tocando em tudo que é buraco?<br />
<strong>Cícero: </strong><em>Então, nenhum dos dois. Um bom vídeo, pra mim, é um vídeo que ilustre bem a música. Se ele fez isso, pronto. Vai conquistar o público que tem a ver com a música. A parte do “viral no Youtube” depende de outros quesitos. O “tocar em tudo que é buraco” não faz mais muito sentido pra mim hoje em dia. Fiz isso por 5 anos com a Alice. Fizemos quase 150 apresentações em tudo que foi canto do Rio e fora da cidade. Não acho mais que esse seja o caminho.</em></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>IEM:</strong>Como foi gravar um clipe tão bem produzido? Qual a relação dá locação com a música?<br />
<strong>Cícero: </strong><em>Na verdade, toda a produção do clipe veio da idéia de ele deveria ser simples. A música é um apelo ao simples. Daí veio a idéia de fazer um clipe no bondinho de Santa Teresa, em plano sequencia (sem cortes), usando só a luz natural da manhã&#8230; Essa é a relação da locação com a música. Só que isso é muito complicado de fazer na prática. Muito mesmo. Então a produção acabou não sendo simples, porque pra passar essa simplicidade, um milhão de coisas tinham que ser feitas. Em pleno séc. XXI a gente pode pegar um bondinho e atravessar o centro do Rio com uma vista linda daquilo que vemos como insosso todos os dias. Tá ali o tempo todo, é lindo, mas a gente não sabe mais ver. É sobre isso que a música fala. Bondinhos, pipas&#8230; tem muita coisa simples e bonita o tempo todo em volta e a gente sempre projeta o bonito pra longe do real. Aí o tempo de pipa passa, o bonde passa, e agora José?</em></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>IEM:</strong> Algumas músicas do álbum tem uma sonoridade que remetem ao carnaval, só que um carnaval meio melancólico, por vezes o álbum leva o ouvinte para um carnaval de gente triste. De onde surgiu a fixação por este paradoxo?<br />
<strong>Cícero: </strong><em>Vinícius de Moraes, Chico Buarque e outros tantos gênios já falaram disso. Eu não descobri a pólvora em nenhum momento nesse assunto. Mas senti esse paradoxo de uma forma muito pessoal nos últimos anos. Nunca gostei de carnaval e dessas grandes manifestações felizes. Mas comecei a produzir festas e me vi envolvido nessa alegria. Muita vezes me sentindo triste no mundo real, mas naquele momento envolvido de verdade naquela euforia toda. Tive meu ponto de vista sobre a coisa. Realmente passei por aquilo. E por ser algo realmente meu e sincero, me senti confortável pra escrever sobre isso. Da minha forma.</em></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>IEM:</strong> Entendi, uma parte do &#8216;se posicionar entre seus idolos&#8217; e não esconder isso. O trabalho de forma solitária acabou facilitando isso, correto? Acrescentando, o álbum foi mixado e masterizado por pessoas que trabalharam com algumas de suas referências, isso foi tão estimulante quando parece para quem vê de fora?<br />
<strong>Cícero: </strong> <em>As duas respostas são sim. Fazer um disco solo tem o peso de você ter que realizar uma idéia sozinho, mas a liberdade de ir onde quiser. Na Alice eu tinha essa liberdade, éramos grandes amigos  e todos me apoiavam nas minha idéias. Mas é uma banda. Você tem a coisa de coordenar 5 visões musicais distintas. E foi bom, porque eu nem tinha a minha direito. Sobre a mixagem e masterização, eu queria realizar aidéia do disco. Eu e o Bruno chegamos no limite de onde podíamos ir. O Igor Ferreira e o Ricardo Garcia foram importantes pra não deixar isso se perder. Um disco chamado Canções de Apartamento, com as canções que tem, não podia ser mixado nos modelos do pop rock ou super comprimido na masterização. Nem estar totalmente “solto” no espaço como um disco de jazz. A sonoridade do disco tava na minha cabeça. Mas, por exemplo, era um violão com influência de Baden Powell, uma guitarra com influência de Sonic Youth, um acordeon de quermesse e um piano que tem clima de xilofone. Como fazer isso tudo funcionar junto? O Igor Ferreira<strong>*</strong> trabalhou e trabalha com muita gente legal e é um cara que entende a onda do disco e te ajuda a chegar nela. Assim como a galera que trabalhou no clipe e como eu, é de uma galera nova que não curte os mesmos caminhos de som e imagem que já foram batidos. O Ricardo Garcia<strong>**</strong> não coloca só o seu disco no padrão de áudio que tá rolando, ele é o próprio padrão. Mas é um cara que não “enlata” teu som, não joga “os padrões de mercado” na tua música. Po, o cara masterizou o<br />
Bloco do Eu sozinho, o Cê&#8230; se você quer uma sonoridade de apartamento, ele deixa ser.</em></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>*</strong>Igor Ferreira trabalhou com Los Hermanos, Caetano, Adriana Calcanhoto, Paulinho da Viola, Bebel Gilberto. etc. (para ver saber mais, clique <a href="http://www.artistdirect.com/artist/igor-ferreira/4017762" target="_blank">aqui</a>)<br />
<strong>** </strong>Ricardo Garcia masterizou álbum de quase todo mundo nos ultimos 20 anos, os nomes vão de Lobão a Zeca Pagodinho, passando por João Gilberto, Roberto Carlos, Milton Nascimento, Los Hermanos, Skank, Jorge Ben, etc. (para ver saber mais, clique <a href="http://www.magicmaster.com.br/" target="_blank">aqui</a>)</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>IEM: </strong>&#8220;Canções de Apartamento&#8221; é um álbum cheio de detalhes e que, apesar de ter sido gravado por 3 pessoas, foram usados muitos instrumentos. Como fazer para transportar isso para o palco? Serão os 3 em cena? Tocarão músicas dos trabalhos anteriores?<br />
<strong>Cícero: </strong><em>De verdade, ainda não sei. Tenho bons amigos que são ótimos músicos. Montar uma banda pra tocar o disco não seria um grande problema. Inclusive com o pessoal da Alice. Ainda somos grandes amigo e torcemos uns pelos outros. Tocar músicas dos discos anteriores seria uma grande alegria, me orgulho muito do Anteluz e do Ruído. Mas tudo isso, pra mim, hoje, depende de um interesse das pessoas em ouvir. Primeiro quero ver se o disco vai se comunicar com as pessoas. Até que ponto o que eu disse fez alguma diferença pra alguém. Não quero tocar só pelo barato.</em></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>IEM: </strong>Já tem algum show marcado ou em vista? Poderia adiantar quando e onde?<br />
<strong>Cícero</strong>: <em>Ainda não to pensando muito em shows. Vou ver se o disco vai falar com as pessoas e se elas vão querer ouvir ao vivo. Se quiserem, eu faço. Se não se interessarem, acontece. Já fiquei feliz de ter realizado o disco. Vou fazer alguns pra lançar e tudo mais, mas sem pressa. Ainda não estou pensando nessa parte. Na verdade, já estou compondo o próximo disco!</em></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>IEM: </strong>Qual música, não sua, que melhor explicaria o período vivido por você durante a composição e gravação do álbum?<br />
<strong>Cícero: </strong><em>Essa versão de <a href="http://www.youtube.com/watch?v=KdXQU8j3GqM" target="_blank">Tempo de Amor</a>. Não só pela letra, mas a atmosfera desse vídeo me passa uma sinceridade que eu sinto bastante falta na música brasileira hoje em dia. Como uma país tão imperfeito como o nosso, num mundo tão imperfeito como o nosso quer achar perfeição logo na música? Vozes perfeitas, com arranjos perfeitos, com letras perfeitas em gravações perfeitas que dizem perfeitamente nada sobre quem está ali. Durante o período em que fiz o canções de apartamento busquei basicamente isso. “Estar” no disco.</em></p>
<p><iframe width="600" height="480" src="http://www.youtube.com/embed/KdXQU8j3GqM" frameborder="0" allowfullscreen></iframe></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Para maiores informações sobre o álbum:<br />
<a href="http://www.cicero.net.br/" target="_blank">www.cicero.net.br</a><br />
<a href="http://www.facebook.com/cancoes.de.apartamento" target="_blank">www.facebook.com/cancoes.de.apartamento</a> </strong></p>
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		<title>IEM Apresenta e Entrevista: Elisa (Lançamento de Single e Clipe)</title>
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		<pubDate>Wed, 22 Dec 2010 22:00:37 +0000</pubDate>
		<dc:creator>bigmontz</dc:creator>
				<category><![CDATA[Isto é Música Apresenta]]></category>
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		<category><![CDATA[Elisa]]></category>
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		<category><![CDATA[pop]]></category>
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		<category><![CDATA[Sergipe]]></category>

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		<description><![CDATA[O IEM Apresenta e Entrevista a banda de pop/rock sergipana Elisa. No post a banda lança seu primeiro clipe e fala sobre como é ser uma banda de rock em Sergipe, sobre os primórdios da banda e as primeiras composições, o primeiro álbum, entre outros assuntos.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter size-full wp-image-1422" title="Elisa" src="http://istoemusica.bigmontz.com/wp-content/uploads/2010/11/elisa.jpg" alt="" width="500" height="352" /></p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://www.tramavirtual.com.br/elisa"><strong>Elisa</strong></a> é uma banda de pop rock de <strong>Aracaju (SE) </strong>formada por <strong>Pedro Yuri</strong> (vocal, violão e banjo), <strong>Saulo Nascimento</strong> (teclados, programações e vocais),  <strong>Matheus Ferreira</strong> (baixo e vocais) e <strong>Fabinho Espinhaço</strong> (bateria). A banda tem um EP lançado em 2009, intitulado &#8220;<strong>O quarto dos Fantasmas</strong>&#8220;, e está lançando o clipe de &#8220;<strong>Retour</strong>&#8220;, que está saindo juntamente com o single da música, que faz parte do EP da banda, e tem como b-side uma música que estará no primeiro álbum da banda.</p>
<p style="text-align: justify;">Falando nas gravações da banda, o primeiro EP da banda mostra um som maduro, mas que ao mesmo tempo ainda precisa de lapidação nas letras. Não é que as letras sejam ruins, mas ainda falta aquele casamento letra/melodia/canto que tornam a música fluida e natural. Entretanto, a sétima faixa do EP, &#8220;<strong>Meus Amigos</strong>&#8220;, mostram que banda chegou muito perto de conseguir tão combinação.</p>
<p><iframe title="YouTube video player" class="youtube-player" type="text/html" width="500" height="406" src="http://www.youtube.com/embed/InD5PCyoatw?rel=0" frameborder="0"></iframe></p>
<p style="text-align: justify;">Quanto ao single, a faixa título já fazia parte do primeiro EP da banda, mas foi regravada para o single. A nova versão da música ficou mais dançante que a anterior e está mais bem produzida. Como B-Side temos &#8220;<strong>Dia Chuvoso</strong>&#8220;, uma música mais experimental e menos usual. Não existe uma quebra em relação ao que vinha sendo feito, talvez tenho sido apenas uma evolução técnica. Enfim, vale apena baixa e conferir o trabalho destes caras.</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://www.4shared.com/file/XZPWqMwD/Elisa_-_Retour__2010_.html"><img title="DOWNLOAD" src="http://istoemusica.bigmontz.com/wp-content/uploads/2010/04/download.jpg" alt="" width="180" height="55" /></a></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Entrevista</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Em entrevista ao IEM, Pedro Yuri fala sobre como é ser uma banda de rock em Sergipe, sobre os primórdios da banda e as primeiras composições, o primeiro álbum, entre outros assuntos.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>IEM</strong>: Como é ser uma banda de rock em Sergipe?<br />
<strong>Pedro</strong>: Putz, rapaz&#8230; é complicado mas já foi pior. Hoje há divulgação das bandas daqui e algumas como a The Baggios, Naurêa, Nantes entre outras estão conseguindo sim vingar. A comunicação com fora ficou mais fácil. Tocar por aqui ainda é um pouco complicado. Há poucos espaços físicos mas acho que o pior problema é que o público é pouco aberto. Se não for rock “de rockeiro” se me permite o termo, ou algo que esteja em moda o povo tende a não ir ou ficar na porta do lugar.<br />
Ano passado estivemos em tour com a Baggios e a Nantes (na época era Daysleepers) e vimos como isso em Recife é diferente. O pessoal lá é muito aberto pra o som feito em sua própria casa, respeitando muito as possibilidades de cada grupo/artista.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>IEM: </strong>Ouvindo o som de vocês, percebo que o som é um tanto maduro. Entretanto, as letras não parecem ainda no mesmo nível de maturidade. Como foi a gravação do EP? Vocês já tinha muito tempo de estrada quando gravaram?<br />
<strong>Pedro: </strong>Cara, foi um lance que teve muito a ver com a formação da banda. A banda só tem 2 anos. Na época do ep, tinha menos de um ano um pouco. Então há discrepância entre certas músicas porque umas foram compostas quando eu tinha 15 anos e outras já foram compostas pensando na banda, mais recentes e tals. No single novo mesmo, as duas músicas já são mais recentes. No ep tem músicas como Floriza e Quando ela foi embora que foram compostas tem bem uns 5 ou 6 anos ai hehehehehe. Foi um lance mesmo do processo da banda tomar forma, de demarcar lugar, um primeiro passo sabe?</p>
<p><object width="500" height="400"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/q9j2vFmE7UI?fs=1"></param><param name="allowFullScreen" value="true"></param><param name="allowscriptaccess" value="always"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/q9j2vFmE7UI?fs=1" type="application/x-shockwave-flash" width="500" height="400" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>IEM: </strong>Geralmente as pessoas curtem algumas músicas/bandas que não dão muito orgulho de dizer que gostam por serem muito conhecidas, pops demais, brega ou coisas do tipo. Qual seria esse grupo de músicas/bandas que você(s) não se envergonham um pouco ao admitir que gosta(m)?<br />
<strong>Pedro: </strong>Pô, ai é osso. Eu curto umas bregueira anos 80 cara. Gosto mesmo sem medo de ser feliz. Mas quanto a isso não somos muito vaidosos não. Nossa brincadeira é fazer versões de músicas meio mal vistas. Já fizemos “Careless Whispers” do George Michael, um mash up de “Baby one more time” da Britney Spears com “Lady (hear me tonight)” do Modjo. Até “Papai Noel filho da puta” do Garotos Podres já rolou!</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>IEM: </strong>O que pode se esperar do primeiro álbum da banda? Mais do mesmo, uma evolução natural ou uma revolução na sonoridade da banda?<br />
<strong>Pedro: </strong>Esse ano foi chave pra nós. Tocamos pouco, mas a banda amadureceu muito. Começamos a trabalhar com o Fabrício da Nantes, gravamos esse clipe e o single que mostram bem como a banda tende a caminhar. Conseguimos chegar num tipo de som que estavamos objetivando mas que não chegávamos ainda lá e nesse sentido vejo Fabrício como peça chave. Trabalho dele de produção otimizou e facilitou o que agente queria, nos deu ferramentas. Um termo que usaram um dia desses e que achei legal foi que tamos fazendo um “pop esquizofrênico”. Eu gosto da idéia, tá meio nervoso e viajado mas é pop, flerta com outras possibilidades e tals.</p>
<p><object width="500" height="400"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/NXp1TQPf2pY?fs=1"></param><param name="allowFullScreen" value="true"></param><param name="allowscriptaccess" value="always"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/NXp1TQPf2pY?fs=1" type="application/x-shockwave-flash" width="500" height="400" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>IEM: </strong>O preço dos CDs caíram cerca de 50% nos últimos 10 anos (segundo levantamento feito por mim mesmo ao comprar CDs) e, mesmo assim, as prateleiras continuam cheias e a saída é cada vez menor. Como vocês pensam que será o mercado de música no futuro? Album serão somente com fim de divulgação? As pessoas continuarão usando CDs? O vinil é o futuro?<br />
<strong>Pedro: </strong>Nossa, essa foi cabeluda rsrsrsrsrsrs. Olha, eu não posso mentir pois gosto de baixar músicas, de forma fácil e mega barata. Mas continuo comprando cds do que gosto ou do que me causa curiosidade. Nesse sentido sou meio exceção. Acho que deixar de existir não vai, mas o cd cada vez mais se torna uma forma de diálogo entre grupos, uma forma de você ver o que aquela pessoa pensa naquele momento, o que ela aspira como artista.</p>
<p style="text-align: justify;">Outro problema com isso é que a qualidade das músicas cai. Leia-se qualidade de áudio mesmo, não tou falando de se a banda é legal ou se é um lixo. Tou falando do áudio mesmo, da compressão da faixa e tudo mais. Isso pra quem é chato com música como eu é um problemão. Acho que essas mídias continuarão tendo espaço, mas como vimos nos últimos anos a linguagem é diferente, o approach é outro.</p>
<p><object width="500" height="400"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/mYPCYboEpmk?fs=1"></param><param name="allowFullScreen" value="true"></param><param name="allowscriptaccess" value="always"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/mYPCYboEpmk?fs=1" type="application/x-shockwave-flash" width="500" height="400" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>IEM:</strong> Uma música e justificativa da escolha.<br />
<strong>Pedro: </strong>Pode ser duas? “I remember” de Damien Rice. Por que sem ela não existiria Elisa. E “All my friends” do LCD Soundsystem. Essa ensina a ser pista sem ser chato.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Para maiores informações: </strong><a href="http://www.orkut.com.br/MainCommunity.aspx?cmm=78345473" target="_blank">Comunidade do Orkut</a>, <a href="http://www.myspace.com/bandaelisabr" target="_blank">MySpace</a> e <a href="http://www.tramavirtual.com.br/elisa">Trama Virtual</a>.</p>
<p style="text-align: justify;">Note: There is a poll embedded within this post, please visit the site to participate in this post's poll.</p>
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		<title>IEM Apresenta e Entrevista: Roberta Campos</title>
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		<pubDate>Sat, 11 Dec 2010 15:06:54 +0000</pubDate>
		<dc:creator>bigmontz</dc:creator>
				<category><![CDATA[Isto é Música Apresenta]]></category>
		<category><![CDATA[Isto é Música Entrevista]]></category>
		<category><![CDATA[folk]]></category>
		<category><![CDATA[mpb]]></category>
		<category><![CDATA[Nando Reis]]></category>
		<category><![CDATA[pop]]></category>
		<category><![CDATA[Roberta Campos]]></category>
		<category><![CDATA[rock]]></category>

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		<description><![CDATA[O IEM Apresenta e Entrevista a cantora e compositora mineira Roberta Campos. Na entrevista ela fala sobre trabalhar com Nando Reis, a relação entre os dois álbuns, etc.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="aligncenter size-full wp-image-1435" title="(Créditos: http://paraaquelasperguntastortas.blogspot.com/)" src="http://istoemusica.bigmontz.com/wp-content/uploads/2010/12/roberta_campos.jpg" alt="" width="500" height="333" /></p>
<p style="text-align: justify;"><strong><a href="http://www.robertacamposoficial.com.br/" target="_blank">Roberta Campos</a> </strong>é uma cantora e compositora mineira com influências que vão de <strong>Dylan</strong> a <strong>Milton Nascimento </strong>e tornam o som da cantora algo entre o familiar e o peculiar. Radicada em São Paulo, a cantora vem conseguindo conquistar seu espaço, tendo assinado com a Deckdisk em 2009 e arrancado elogios de artistas como <strong>Marcelo Camelo</strong>, <strong>Leoni</strong> e <strong>Ricardo Koctus</strong> (Pato Fu).</p>
<p style="text-align: justify;">Este espaço foi conquistado com talento e dedicação, um exemplo disso é o primeiro álbum da cantora. &#8220;<strong>Para Aquelas Perguntas Tortas</strong>&#8221; (2008) foi, segundo informações tiradas do site <a href="http://www.oinovosom.com.br/robertacampos/" target="_blank">Oi Novo Som</a>, produzido, composto, gravado e lançado pela própria cantora. A recompensa deste trabalho veio com o tempo, a primeira faixa do álbum, &#8220;<strong>Varrendo a Lua</strong>&#8220;, chegou a tocar em rádios, um segundo álbum com suporte de uma gravadora, além do natural crescimento de sua popularidade.</p>
<p><object width="500" height="306"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/8nOEO7Hm7rg?fs=1"></param><param name="allowFullScreen" value="true"></param><param name="allowscriptaccess" value="always"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/8nOEO7Hm7rg?fs=1" type="application/x-shockwave-flash" width="500" height="306" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object></p>
<p style="text-align: justify;">O segundo álbum da cantora saiu este ano, &#8220;<strong>Varrendo a Lua&#8221; </strong>(2010) tem participação de <strong>Nando Reis </strong>na música &#8220;<strong>De Janeiro a Janeiro</strong>&#8220;, música que também faz parte do primeiro álbum da cantora (mesmo caso da faixa título e outra canções do álbum). Na verdade, parece que este álbum é uma versão produzida do primeiro, a essência se mantém, mas a produção e a qualidade da gravação não dão base para comparação, algumas músicas renasceram neste álbum.</p>
<p style="text-align: justify;">Com esta bagagem é que Roberta Campos cede a entrevista a seguir ao IEM, na entrevista ela fala sobre trabalhar com Nando Reis, a relação entre os dois álbuns, etc. Espero que gostem.</p>
<h4>Entrevista</h4>
<p style="text-align: justify;"><strong>IEM:</strong> Apenas aproximadamente um ano separa a gravação de seu primeiro álbum independente para a assinatura com a Deckdisk. Em algum momento você esperou que seria tão rápido? Se esse sentimento veio alguma vez, quando foi?<br />
<strong>Roberta Campos:</strong> Com relação ao álbum independente &#8220;Para Aquelas Perguntas Torta&#8221;  com a assinatura com a Deck,  já senti como rápido o processo e as vezes tive esse sentimento, mas desde muito tempo eu busco isso e quando lembro desse tempo todo, acabo sentindo que eu esperei e busquei bastante tempo para que isso acontecesse, mais de 10 anos na verdade.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>IEM:</strong> Muitas das músicas que fizeram parte do &#8220;Para Aquelas Perguntas Tortas&#8221; acabaram fazendo parte do &#8220;Varrendo a Lua&#8221;. Foi uma forma de dar uma &#8220;segunda chance&#8221; a estas músicas?<br />
<strong>Roberta Campos: </strong>É que quando gravei o primeiro álbum eu tinha essa vontade de ter as canções com arranjos de banda, daí decidi regravá-las no álbum novo.</p>
<p><object width="500" height="400"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/HprOoyggqCM?fs=1"></param><param name="allowFullScreen" value="true"></param><param name="allowscriptaccess" value="always"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/HprOoyggqCM?fs=1" type="application/x-shockwave-flash" width="500" height="400" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>IEM:</strong> Você tem recebido muitos elogios de muita gente importante do cenário musical brasileiro. Evidente que isso te deve te deixar feliz, mas tais elogios alguma vez te deixou encabulada ou pensando será que isso mesmo?<br />
<strong>Roberta Campos: </strong>Sim. Apesar de sempre acreditar nas minhas música, pois elas me fazem bem, alguns elogios foram algo que me mostraram uma potencialidade que as vezes eu não via em mim e em meu trabalho.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>IEM:</strong> A música &#8220;De Janeiro A Janeiro&#8221; teve participação de Nando Reis, como é trabalhar com ele? Qual é a influência dele em seu trabalho?<br />
<strong>Roberta Campos: </strong>Muito especial ter o Nando cantando no meu disco, fiquei muito feliz e agradecida. Sempre fui fã dele, desde a época dos Titãs e suas musicas me influenciam muito, me identifico com as letras, as melodias e adoro sua voz tão peculiar. Sempre acompanhei o Nando e sempre curti muito o trabalho dele.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>IEM: </strong>Você tem divulgado seu trabalho usando de expedientes que se tornam cada vez mais comuns, como uso da internet, redes sociais e o contato direto com o público. O &#8220;mundo moderno&#8221; estaria aproximando os artistas de seu público? Estaríamos voltando a um tempo onde cada vez mais o trabalho de divulgação será feito de forma mais pessoal e menos impessoal?<br />
<strong>Roberta Campos: </strong>Sim. Hoje ficou muito mais fácil e comum esse contato do artista com seu publico, o que acho muito bacana. Acredito que cada vez mais o trabalho de divulgação será feito de forma mais pessoal, claro que existem pessoas que não curtem muito esse tipo de proximidade, mas creio que a grande maioria! Eu particularmente adoro.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>IEM: </strong>Em uma entrevista dada a algum tempo trás, Noel Gallagher afirmou que se não fosse músico seria açougueiro. Se você não fosse cantora, provavelmente seria o que?<br />
<strong>Roberta Campos: </strong>Apesar de querer ser cantora desde muito pequena e ser difícil esta resposta&#8230; acho que seria professora, de preferência de crianças, do primário. De onde trago as melhores e doces lembranças da minha vida escolar, acredito que minhas professoras também era bem felizes.</p>
<p><object width="500" height="400"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/l4WLDrN_5k0?fs=1"></param><param name="allowFullScreen" value="true"></param><param name="allowscriptaccess" value="always"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/l4WLDrN_5k0?fs=1" type="application/x-shockwave-flash" width="500" height="400" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object></p>
<p><strong>IEM: </strong>Uma música e as justificativas de escolha.<br />
<strong>Roberta Campos: </strong>Segue o Seco – de Carlinhos Brown e gravada por Marisa Monte no” Verde Anil, Cor de Rosa e Carvão”. É uma música que me emociona, me trás boas lembranças da minha infância em que eu ficava tão feliz quando chovia, brincava naquela chuva e ficava pensando de onde ela vinha , me impressionava quando isso acontecia ao mesmo tempo do sol. Acho lindo a forma de falar da chuva, do céu e da importância que ela faz principalmente para as pessoas que vivem tanto tempo sem ela.</p>
<p>&#8211;</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Para maiores informações sobre Roberta Campos: </strong><a href="http://www.robertacamposoficial.com.br/" target="_blank">Site Oficial</a>, <a href="http://www.twitter.com/robertacampos" target="_blank">Twitter</a>, <a href="http://www.oinovosom.com.br/robertacampos" target="_blank">Oi Novo Som</a>, <a href="http://www.myspace.com/robertacampos" target="_blank">MySpace</a>, <a href="http://www.orkut.com.br/Main#Profile?rl=mp&amp;uid=4070582822999545028" target="_blank">Orkut</a>, <a href="http://paraaquelasperguntastortas.blogspot.com/" target="_blank">Blogger</a>, etc.</p>
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		<title>IEM Entrevista: Fernanda Takai</title>
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		<pubDate>Fri, 08 Oct 2010 20:43:13 +0000</pubDate>
		<dc:creator>bigmontz</dc:creator>
				<category><![CDATA[Isto é Música Entrevista]]></category>
		<category><![CDATA[Fernanda Takai]]></category>
		<category><![CDATA[Música de Brinquedo]]></category>
		<category><![CDATA[Pato FU]]></category>

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		<description><![CDATA[<p></p>
<p style="text-align: justify;">O IEM teve a felicidade de entrevistar <strong>Fernanda Takai</strong>, a vocalista do <strong>Pato Fu </strong>e cantora. Na breve entrevista, feita por e-mail, ela fala um pouco o novo álbum da banda (<a href="istoemusica.bigmontz.com/2010/10/05/musica-de-brinquedo-pato-fu/" target="_blank">clique aqui</a> para ler o resenha do álbum), de sua evolução cantora, etc. Sem mais delongas, entrevista a seguir.</p>
<p style="text-align: [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="aligncenter size-full wp-image-1354" title="Fernanda Takai na estréia do novo show no Rio. (Créditos: Gabi Lima)" src="http://istoemusica.bigmontz.com/wp-content/uploads/2010/10/fernanda_takai_rio.jpg" alt="" width="500" height="332" /></p>
<p style="text-align: justify;">O IEM teve a felicidade de entrevistar <strong>Fernanda Takai</strong>, a vocalista do <strong>Pato Fu </strong>e cantora. Na breve entrevista, feita por e-mail, ela fala um pouco o novo álbum da banda (<a href="istoemusica.bigmontz.com/2010/10/05/musica-de-brinquedo-pato-fu/" target="_blank">clique aqui</a> para ler o resenha do álbum), de sua evolução cantora, etc. Sem mais delongas, entrevista a seguir.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>IEM: </strong>O Pato Fu acabou de lançar um álbum que foi gravado usando instrumentos de brinquedo. Você gostava de música quando criança? Qual foi o primeiro disco que comprou de forma consciente?<br />
<strong>Fernanda Takai:</strong> <em>Sim, gostava muito! Só que eu nunca pensei em viver de música, ser cantora. Queria ser jornalista de televisão&#8230; Acho que foi um LP dos Beatles: The Beatles Ballads.</em></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>IEM: </strong>Os álbuns &#8220;Rotomusic de Liquidificapum&#8221;, &#8220;Gol De Quem?&#8221; e &#8220;Tem Mas Acabou&#8221;, principalmente os dois primeiros, são estranhos na primeira audição, embora sejam bons. Enquanto é isso, os álbuns seguintes da banda deixaram de me causar esta estranheza inicial, mas a sensação presente nos primeiros cds voltou ao ouvir o &#8220;Música de Brinquedo&#8221;. Este álbum foi como uma volta ao inicio?<br />
<strong>Fernanda Takai</strong>: <em>Acho que no início da banda os ouvintes ainda estavam tomando contato com a nossa música&#8230; Além do Pato Fu sempre buscar uma evolução no que faz, não podemos nos esquecer também de que os ouvidos ficam mais familiarizados com o nosso som. A estética sonora do álbum mais recente é completamente diferente dos discos anteriores isso causa surpresa, mesmo que o repertório seja muito conhecido. Nossa banda tem muito orgulho da discografia que construiu, nunca deixamos de ser no fundo, aquelas mesmas pessoas que começaram em 92. Hoje temos mais experiência de produção em estúdio, tentamos melhorar como músicos e compositores, as performances ao vivo são mais bacanas&#8230; Mas nem sempre acertamos. Por isso é bom ter sempre outros passos a dar!</em></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>IEM: </strong>Em 2005 eu assisti um show de vocês na Lona Cultural de Realengo (RJ), para variar estava quente demais la, e foi um show muito interativo, com participação muito grande do público. Nesta turnê, essa proximidade com o público continuará? Será possível tocar em lugares como este ou a complicação devido ao tipo de &#8216;instrumento&#8217; usado fará com que este show fique mais restrito a casas mais estruturadas?<br />
<strong>Fernanda Takai: </strong><em>Idealmente esse espetáculo foi concebido para teatros por conta da participação dos bonecos (luz, tablado, tapadeira) e também para que a excelência acústica ajude na sonoridade &#8220;de brinquedo&#8221;. Mas fizemos alguns shows ao ar livre que funcionaram muito bem! Somos 10 pessoas no palco, de todo jeito, é preciso um espaço mínimo.</em></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>IEM: <span style="font-weight: normal;">Acompanhando a banda desde o inicio da carreira é a sua evolução como cantora é notória. Esta evolução se deu com base em estudo ou foi a experiência de palco e gravações que possibilitaram a mesma?<br />
<strong>Fernanda Takai:</strong> </span></strong><em>Foi a prática de palco e estúdio. Nunca fiz aula de canto. Participei no início dos anos 90 de uma oficina de férias de 2 dias com mais 15 pessoas onde apenas aprendi que eu estava cantando grave demais na minha banda de escola. Sou totalmente intuitiva. Aprendo me ouvindo cantar. Me critico demais e aos poucos fui achando o meu jeito. Os discos mais recentes, de 2002 pra cá são mais representativos do caminho que encontrei. Tem gente que não gosta, mas eu estou feliz assim.</em></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>IEM: <span style="font-weight: normal;">Qual a sensação de ser a banda do mês no glorioso &#8220;Isto é Música&#8221;?<br />
<strong>Fernanda Takai: </strong><em>É muito bom ser o destaque pro bem em qualquer coisa!</em></span></strong></p>
<p><object width="500" height="400"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/1NyrStLH-nM?fs=1"></param><param name="allowFullScreen" value="true"></param><param name="allowscriptaccess" value="always"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/1NyrStLH-nM?fs=1" type="application/x-shockwave-flash" width="500" height="400" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>IEM: </strong>Uma música e uma explicação para a escolha.<br />
<strong>Fernanda Takai: </strong><em>Estava ouvindo o meu disco preferido do Pato Fu que é o Ruído Rosa (2001) e cheguei à conclusão de que &#8220;Dois Malucos&#8221; é uma de nossas melhores gravações/mixagem. Daquelas pra ouvir muito alto, dirigindo rápido &#8211; sem levar multa, de preferência.</em></p>
<p><strong> </strong>Note: There is a poll embedded within this post, please visit the site to participate in this post's poll.</p>
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		<title>IEM Apresenta e Entrevista: Stereologica</title>
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		<pubDate>Sun, 03 Oct 2010 15:00:02 +0000</pubDate>
		<dc:creator>bigmontz</dc:creator>
				<category><![CDATA[Isto é Música Apresenta]]></category>
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		<description><![CDATA[O IEM Apresenta e Entevista a banda Stereologica e sua mistura de distoção com eletrônico, na entrevista a banda fala sobre o visual, perregues, o futuro da música mundial, etc.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><img class="aligncenter size-full wp-image-1318" title="Stereologica" src="http://istoemusica.bigmontz.com/wp-content/uploads/2010/09/steroelogica_promo.jpg" alt="" width="500" height="332" /><strong><a href="http://www.myspace.com/stereologica" target="_blank"></a></strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong><a href="http://www.myspace.com/stereologica" target="_blank">Stereologica</a>, </strong>banda formada por <strong>Roberto Moura</strong> (guitarra e vocal) e<strong> Mari B</strong>. (guitarra e vocal) no ano de 2007 em Niterói (RJ), mistura rock com batidas e elementos eletrônicos. A banda, com participação de seu ex-baixista Hugo Noguchi e do baterista Rodrigo Martinho, lançou seu primeiro EP, o auto-intitulado <strong>Sterologica EP</strong>, no final de 2009.</p>
<p style="text-align: justify;">A mistura de distorção com eletrônico envolve todo o ambiente do EP, desde &#8220;<strong>Insula</strong>&#8221; até &#8220;<strong>Gotas de Chuva</strong>&#8221; passando pelo &#8216;single&#8217; &#8220;<strong>A Valsa e o Caos</strong>&#8220;. As músicas muitas vezes beiram a estranheza e barulho, mas com uma pegada pop que torna mais inusitada a produção e deixa o pobre escriba curioso para ver esta combinação em uma apresentação ao vivo.</p>
<p><object width="500" height="400"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/BcPoxam2Bk0?fs=1"></param><param name="allowFullScreen" value="true"></param><param name="allowscriptaccess" value="always"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/BcPoxam2Bk0?fs=1" type="application/x-shockwave-flash" width="500" height="400" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object></p>
<p style="text-align: justify;">Por falar em apresentações ao vivo, a banda já se apresentou em diversos palcos, desde os palcos conceituados na cidade do Rio até os perrengues comuns ao início de carreira. No currículo a banda tem shows em lugares como <strong>Teatro Odisséia</strong>, <strong>Circo Voador</strong>, <strong>Cinematheque</strong> e <strong>Cine Lapa</strong>, além da abertura para uma equipe de funk em Quissamã (RJ) e uma série de shows pelas cidades chilenas de  Santiago e Viña del Mar.</p>
<p style="text-align: justify;">Além disso, a banda conseguiu uma certa atenção de meios de comunicação como o<strong> O Globo</strong>, <strong>Jornal do Brasil</strong> e a Breakthru Radio de Nova Iorque. Com este currículo que a banda chega para esta entrevista ao IEM e, sem mais delongas, vamos a entrevista.</p>
<h4>Entrevista</h4>
<p style="text-align: justify;"><strong>IEM:</strong> A pagina oficial da banda no MySpace é muito bem produzida e a banda possui fotos de divulgação de boa qualidade. O quanto a imagem faz parte da &#8216;proposta&#8217; da banda?<strong><br />
Stereologica</strong>: <em>Toda banda ou artista atualmente precisa se preocupar com a sua imagem, que por sua vez, deve estar condizente com o conceito desse artista. Mas isso não quer dizer que a imagem precisa necessariamente ser fabricada. A imagem que a banda vai construir para aparecer em público, pode surgir de um conceito, uma idéia, uma referência, o estilo de vida dos integrantes da banda e até disso tudo junto. Na Stereologica, refletimos bastante sobre quem somos nós em meio ao mundo digitalizado e globalizado. E esse tipo de questionamento é o nosso foco, porque é uma coisa com a qual nos deparamos diariamente, é a nossa realidade, está na nossa vida, portanto também está nas letras, na sonoridade, nas fotografias e em tudo o que a gente faz.</em></p>
<p><object width="500" height="400"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/5oESS2eCO6g?fs=1"></param><param name="allowFullScreen" value="true"></param><param name="allowscriptaccess" value="always"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/5oESS2eCO6g?fs=1" type="application/x-shockwave-flash" width="500" height="400" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>IEM:</strong> A Stereologica tem um layout diferente do usual, isso foi obra do acaso ou foi algo pensado?<strong><br />
</strong><strong>Stereologica</strong><strong>:</strong> <em>Não dá pra dizer que a nossa apresentação é obra do acaso, porque temos um conceito bem amarradinho. Até quando estamos tentando fazer algo mais despretensioso, os nossos questionamentos acabam surgindo de alguma forma. Mas falando de maneira mais prática, começamos com uma idéia. Dessa idéia, veio uma foto &#8211; que é a foto que usamos até hoje, com os relógios de luz ao fundo. Ela nos posiciona em um local indefinido espacialmente, o que tem a ver com aqueles questionamentos que citamos ali em cima, que são na realidade questões essenciais do mundo contemporâneo. E especialmente no Brasil, que é um país que traz desde sua origem essa característica de assimilar diferentes referenciais culturais como forma de construir sua identidade particular. Em suma, <strong>acredito que esse conceito &#8220;globalizado&#8221; da banda acaba sendo legitimamente brasileiro, e em certos momentos inclusive realça essa identidade, embora o estereótipo padrão que temos na cabeça do que é &#8220;brasileiro&#8221; esteja bem longe disso.</strong><br />
Voltando à foto: a partir dela, com a ajuda do Pedro Moura, irmão do Roberto, que é um excelente designer, até premiado lá fora, fomos desenvolvendo o layout, selecionando as cores e toda essa parte visual, ao mesmo tempo em que fomos amadurecendo a idéia e transformando-a no conceito que temos como base atualmente. O fato da Mari ser fotógrafa também ajuda muito. Atualmente, estamos desenvolvendo novas idéias de layout dentro desse mesmo conceito, mas por enquanto é segredo!</em></p>
<p><object width="500" height="400"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/VX7miZY_cbQ?fs=1"></param><param name="allowFullScreen" value="true"></param><param name="allowscriptaccess" value="always"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/VX7miZY_cbQ?fs=1" type="application/x-shockwave-flash" width="500" height="400" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>IEM:</strong> Eu li que a banda tocou como abertura de uma equipe de funk. Como foi essa experiência? Foi o maior perrengue que já passaram?<strong><br />
</strong><strong>Stereologica</strong><strong>: </strong><em>Olhando hoje em dia, dá pra dizer que não foi exatamente um grande perrengue, mas definitivamente uma situação surreal. Nós tínhamos um show marcado (que seria o nosso primeiro) pro meio da semana seguinte, e na semana anterior o Roberto conseguiu fazer um contato que rendeu esse show, que seria numa festa de Halloween numa cidade de interior no sábado, e ia ter tudo pago além de um cachê bem bacana. Ou seja, foi o nosso primeiro show, íamos ganhar uma grana, estávamos começando com o pé direito. Chegamos lá e algumas horas depois chegou um cara na pousada pra buscar o Roberto. Ele acompanhou o cara, foi recebido pelo responsável pelo show, que o colocou dentro de um carro bacana de vidro escuro, tirou do bolso um envelope pardo cheio de notas e perguntou quanto era mesmo que tinha combinado pro cachê. O Roberto se sentiu num filme de mafioso, mas até aí beleza. Passamos o som, voltamos pra pousada pra lanchar e nos arrumar e quando chegamos de volta no local do show, a festa já tinha começado, estava lotada e aí sim descobrimos que estava rolando um baile funk. <strong>Íamos abrir pro Bonde dos Prostitutos. Subimos no palco na certeza de que seríamos linchados, mas na hora que anunciaram a banda de rock, brotaram vários roqueiros alucinados batendo cabeça como se fosse o show do Slayer, pedindo pra gente tocar Pitty, Dead Fish ou &#8220;qualquer coisa doida que tava bom&#8221;. Nosso repertório era todo autoral, mas o pessoal tava era querendo ouvir guitarra distorcida e se amarrou. Até os funkeiros levaram na esportiva e dançaram no show, acharam graça do visual e no fim das contas foi muito divertido.</strong><br />
Até o início desse ano, achávamos que o maior perrengue que tínhamos passado, sem dúvida tinha sido essa experiência de tocar num pseudo-baile funk, mas passamos perrengue pior quando fomos tocar em Bauru, no Festival Canja. Fomos de ônibus, mas por economia, pegamos um ônibus do Rio até São Paulo e outro de lá para Bauru. O que não sabíamos, é que a rodoviária em que chegaríamos em São Paulo, era diferente da rodoviária em que deveríamos pegar o ônibus para Bauru. Então, quando chegamos em São Paulo super cansados e moídos da viagem, tivemos que pegar o metrô lotado até a Barra Funda, para pegar o outro ônibus. O detalhe dessa história, é que o nosso equipamento é super pesado e somos só dois. Até hoje não sabemos como conseguimos fazer isso tudo em um fim de semana e ainda ter forças pra fazer o show. Chegamos em Bauru, almoçamos, passamos o som, entramos no palco às 3 da manhã, cochilamos, voltamos pra rodoviária e fizemos tudo de novo pra voltar. Foi um sufoco! Mas vida de artista é isso mesmo, cheia de glamour (risos).</em></p>
<p><object width="500" height="400"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/SrW_tS7ynVk?fs=1"></param><param name="allowFullScreen" value="true"></param><param name="allowscriptaccess" value="always"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/SrW_tS7ynVk?fs=1" type="application/x-shockwave-flash" width="500" height="400" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>IEM:</strong> No passado, o mundo musical era dominado por poucos grupos e artistas, assim existindo os super ídolos como Michael Jackson e The Beatles. Hoje isso se torna cada vez menos provável devido aos novos meios de divulgação que acabam por tornar a música mais pessoal e menos de massa, tirando o sentimento coletivo antes existente. É possível que apareça um novo fenômeno, duradouro, de massa como no passado na atual conjuntura? Estaríamos voltando a um tempo em que coletâneas que combinam músicas de muitos artistas façam sentido (como ocorria com o rock no inicio, quando as músicas eram mais importantes que as bandas)?<br />
<strong>Stereologica</strong>: <em>Achamos que essa é uma das grandes questões do mercado fonográfico atualmente. Não é só a música, tudo hoje em dia está cada vez mais levando as escolhas pro lado pessoal, da alimentação ao vestuário à programação da sua TV, você precisa escolher qual opção &#8220;te define como pessoa&#8221;, não é? Hoje em dia, tem canal de TV que só fala de animais, ou só de ficção científica. Você traz sua própria programação musical no iPod e até sua página inicial na internet é personalizada com os assuntos do seu interesse no iGoogle, então os meios de comunicação em massa, rádio, TV, etc. vão ficar obsoletos, certo? Não. Porque a novela das oito continua sendo recorde de audiência, o Big Brother continua batendo recorde de votação nos paredões, as rádios continuam enfiando o &#8220;Meteoro da Paixão&#8221; e a &#8220;Garota Radical&#8221; na cabeça da gente e todo mundo tá seguindo o Ashton Kutcher, a Oprah e o Rafinha Bastos no twitter. Então sim, existe o espaço para o pessoal e ele cada vez mais cresce, mas não acreditamos que isso necessariamente acabe ou mesmo diminua tanto o espaço da comunicação em massa. O que vemos acontecer é simplesmente, e isso tanto no nível pessoal quanto no nível de massa, uma supressão cada vez maior do conteúdo, da profundidade das coisas, pra falar de forma mais poética (risos). A Lady Gaga por exemplo, recentemente lançou um clipe de uns 10 minutos, um bombardeio de cores e roupas e estilos com a participação da Beyoncè, para a música Telephone. Por que esse clipe nunca vai chegar aos pés do Thriller, por exemplo? Porque a música é uma sobra de estúdio da Britney Spears (você encontra facilmente no Youtube essa demo, aqui por exemplo <a href="http://www.youtube.com/watch?v=jeFBDHhDkCg" target="_blank">aqui</a>), o clipe não tem absolutamente nada a ver com a letra da música (que, diga-se de passagem, é pífia) e mesmo o clipe sendo super bacana, falta densidade e coerência. Ok, Thriller não é um primor de letra, mas clipe mais coerente com a temática é impossível, certo?<br />
<strong>Colocamos isso só pra exemplificar que é possível que haja um conteúdo coerente mesmo nessa cultura do single, apesar o álbum Thriller ter sido um sucesso estrondoso, não apenas a música. Mas sim, é um fato que as evidências apontam cada vez mais pra uma volta do single e uma diminuição progressiva da importância do álbum. Se isso vai se consolidar, se surgirá um novo fenômeno de massa significativo, só o tempo irá dizer. Por um lado é até bacana, porque o artista tem novamente a possibilidade de experimentar como fazia antigamente.</strong> Se aquela música não der certo, ele não vai precisar queimar sua imagem pra sempre, podendo experimentar coisas novas, até que ele encontre seu caminho e descubra que lado seu se identifica melhor com seu público em potencial.  Mas por outro lado, o que nos parece mais urgente nisso, é a perda de significado que as músicas parecem ter cada vez mais. E tem um ponto em que o formato do single virtual contribui pra isso, porque você pega a música e lança no iPod, muitas vezes sem saber nem o nome do artista. As letras então, nem pensar. Esse é um grande problema que vemos. A gente tem uma preocupação especial com as letras, ouvir as nossas músicas sem saber o que estamos dizendo, pra nós, tira metade do sentido, ou mais. Mas, outra vez, as pessoas estão cada vez lendo menos, não é só letra de música, é tudo. No Brasil especialmente há uma cultura de não se ler livros, e as pessoas falam até com certo orgulho disso. As pessoas não têm paciência nem pra ler uma resposta mais longa como essa numa entrevista na internet (risos), que dirá para ler um livro. Isso condiciona as pessoas a pensarem menos, terem menos senso crítico. A só usar seu tempo escolhendo qual a roupa, qual programa, qual música te define, e consumir uma imagem pronta, com &#8220;um tantinho assim de carimbó&#8221; pra dar aquele toque único, mas sem refletir no que cada uma dessas escolhas significa, ou o que traz de conteúdo embutido. Aliás, embutido é uma boa palavra pra definir, estamos nos tornando salsichas e mortadelas sociais, políticas e culturais. No fim das contas, a falta de sentido e significado do clipe da Lady Gaga, ou do Emo, ou do Visual Kei, bem ou mal (particularmente, eu sublinharia o mal) é um reflexo de muitos outros aspectos da nossa sociedade. </em></p>
<p><object width="500" height="400"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/Z0N733S8fuo?fs=1"></param><param name="allowFullScreen" value="true"></param><param name="allowscriptaccess" value="always"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/Z0N733S8fuo?fs=1" type="application/x-shockwave-flash" width="500" height="400" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>IEM:</strong> Uma música e uma justificativa sobre a escolha.<br />
<strong> Escolha da Mari</strong>: <strong>Fotos &#8211; Nach dem Goldrausch</strong>. Essa música representa a minha busca por novas referências musicais e a minha paixão declarada pelo rock alemão. Pra quem gosta e estuda música, a Alemanha é um país recheado de referências e acredito que temos muito o que aprender com eles nessa área, de Beethoven a Wir Sind Helden. Além disso, o povo tem muito bom gosto por lá, muitas banda inglesas começaram tocando em Hamburgo, como Beatles e Black Sabbath (que sou fã). Gosto do Fotos, porque eles conseguem a proeza de compor harmonias muito interessantes e mesmo assim, manter a simplicidade e soar incrivelmente pop. Isso não é nada fácil! Pena que eles só fazem turnê na Europa e na Asia, acho que vou ter que economizar uma graninha pra vê-los ao vivo. (risos)<br />
<strong>Comentário do Roberto</strong>:<em> Hamburgo teve também um movimento de bandas muito legal na década de 90, chamado Hamburger Schule (Escola de Hamburgo). O Fotos, junto com outras bandas, é considerado como um revival desse movimento. O interessante é que, diferentemente do Grunge ou do Britpop, para citar dois movimentos locais mais conhecidos, a característica comum entre as bandas da Hamburger Schule não estava exatamente na sonoridade, mas especialmente na temática das letras, que englobava muitas referências de filosofia, em especial pós-modernista. </em><br />
<strong>Escolha do Roberto</strong>: <em><strong>Gustavo Cerati &#8211; Deja vu</strong> . Foi o single do mais recente (e, infelizmente, provavelmente o último, já que ele está em coma há quatro meses devido a um AVC) álbum do Gustavo Cerati, que foi o vocalista do Soda Stereo, uma das maiores (talvez A maior) bandas de rock en español, e um dos maiores megastars latinos. Escolho essa porque é um artista que surgiu nos anos 80 com uma banda montada, que em determinado ponto tomou pra si as rédeas da sua carreira e lançou discos excelentes, virou referência basicamente em todas as Américas &#8211; menos no Brasil. Esse bairrismo musical tem a ver com a escolha também, até o pessoal daqui que conhece banda inglesa que não tem nem disco lançado muitas vezes não faz idéia da quantidade de música boa que é feita nos nossos países vizinhos. E o cara até o ano passado estava na ativa lançando música atual e relevante. A letra é muito boa, contemporânea, assim como o som. E eu tiro o chapéu pela iniciativa do clipe, que apesar de na minha opinião ter sido mal-sucedido, ao menos teve a intenção de fazer algo conceitual, amarrado com a temática da música. Além de ser um hit instantâneo.</em></p>
<p><object width="500" height="400"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/sCq9pShoXXY?fs=1"></param><param name="allowFullScreen" value="true"></param><param name="allowscriptaccess" value="always"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/sCq9pShoXXY?fs=1" type="application/x-shockwave-flash" width="500" height="400" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object></p>
<p>Para maiores informações: <a href="http://www.stereologica.com/">http://www.stereologica.com/</a></p>
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		<title>IEM Apresenta e Entrevista: Ganeshas</title>
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		<pubDate>Sun, 12 Sep 2010 18:05:54 +0000</pubDate>
		<dc:creator>bigmontz</dc:creator>
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		<description><![CDATA[O IEM Apresenta a banda carioca Geneshas, que mistura a rock com MPB de forma natural e espontânea, e entrevista Felipe Genes, baterista da banda, que fala sobre gravações, maturidade, shows, etc.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><img class="aligncenter size-full wp-image-1267" title="Ganeshas no Festival de Primavera da PUC-RIO" src="http://istoemusica.bigmontz.com/wp-content/uploads/2010/09/ganeshas.jpg" alt="" width="500" height="332" /><a href="http://www.myspace.com/ganeshas" target="_blank"><strong>Ganeshas</strong></a> é uma banda carioca formada em 2005 e tem como membros <strong>Brenno Quadros</strong> (voz), <strong>Felipe Fernandes</strong> (guitarra), <strong>Bruno Keleta</strong> (guitarra), <strong>Marcelo Castilho</strong> (baixo) e <strong>Felipe Genes</strong> (bateria). A banda, que já se apresentou em locais como Natal (Festival MADA), Teatro Odisséia, Cinemathèque, Mistura Fina, Scala e no Festival de Primavera da PUC, lançou seu primeiro álbum, auto-intitulado Ganeshas,  para download no site oficial este ano, 2010. A versão física deve sair ainda este ano.</p>
<p style="text-align: justify;">Ouvindo o primeiro álbum da banda percebe-se a mistura, cada vez mais difundida entre bandas desta geração, de pop/rock com música brasileira de forma natural, sem forçar. Assim o álbum segue o seu fluxo na diversidade proposta, do rock ao forró passando por uma coleção de estilos num mesmo instante como se fossem um só, em 44 minutos e 12 músicas.</p>
<p style="text-align: justify;">Algumas músicas se destacam no fluxo: &#8220;Botando na Caçamba&#8221;, que os vocais me lembram muito Titãs em alguns momentos; &#8220;Jesus&#8221;, com todo o seu suingue;  &#8221;A Indesejada&#8221;, para chamar a morena pra um &#8216;rasta-pé&#8217;; e a velocidade do &#8220;Trem&#8221;.</p>
<p><object width="500" height="306"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/vaFW8KxUZmo?fs=1"></param><param name="allowFullScreen" value="true"></param><param name="allowscriptaccess" value="always"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/vaFW8KxUZmo?fs=1" type="application/x-shockwave-flash" width="500" height="306" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object></p>
<h4>Entrevista</h4>
<p style="text-align: justify;">Felipe Genes, baterista da banda, concedeu uma entrevista ao IEM onde fala sobre gravações, maturidade, shows, etc. Vamos a entrevista sem mais delongas.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>IEM: <em>No release da banda no site oficial diz que toda banda rock que se preza é melhor ao vivo. Poderia especular sobre os motivos que levam a isso?!<br />
</em></strong><strong>FG:<em> </em><em><span style="font-weight: normal;">As incertezas fazem dos shows uma experiência mais intrigante. Você pode ouvir o CD cem mil vezes e vai continuar sempre a mesma coisa, exatamente igual a como foi gravado. Mas, em determinado show, o guitarrista pode entrar mais inspirado; em outro, nem tanto. Uma corda pode estourar no meio do solo, o vocalista pode cair do palco, a casa pode estar cheia, uma música que raramente é tocada pode entrar no setlist na última hora: cada show é um show. Fora que, em uma época tão multimídia como a nossa, o apelo visual é importantíssimo: só assistir o &#8220;Shine a Light&#8221;, documentário do Scorsese sobre os Rolling Stones. O Mick Jagger e o Keith Richards, mesmo com toda a idade que têm, continuam encantando as plateias do mundo inteiro com cada movimento que fazem no palco. Acreditamos que os nossos shows também são cheios dessa energia e às vezes parece difícil passá-la para um CD, quando estamos dentro de um estúdio, em um clima mais frio e intimista.</span></em></strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>IEM: <em>Vendo o histórico da Geneshas é notório que a banda tem uma grande bagagens de shows, mas ainda está em seu primeiro álbum. O que levou a banda a demorar tanto para o lançamento deste álbum?<br />
</em></strong><strong>FG: </strong><em>Na verdade, a bagagem não é tão grande assim. Quando fizemos o nosso primeiro show, em 2005, tinhamos - no máximo - quatro músicas próprias, os arranjos eram menos maduros, etc. Nesse meio tempo trocamos de guitarrista, escrevemos boa parte das músicas do CD, amadurecemos os arranjos, ensaiamos com metrônomo, reajustamos o tom de algumas músicas de acordo com a real capacidade de nossas vozes.. Acreditamos que 2010 é o ano que marca o início da banda. Então, de certa forma, essa demora foi importante. Sempre tivemos muita paciência e conduzimos a carreira de maneira muito profissional. Seria um erro lançar um disco mal-acabado quatro anos atrás, por exemplo. Inclusive, muitas bandas acabam se queimando por causa desse tipo de atitude. É preciso estar atento à lição do Chico Buarque: &#8211; &#8220;Não se afobe não que nada é pra já&#8221;.</em></p>
<p><object width="500" height="400"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/y6J_zzJSBsQ?fs=1"></param><param name="allowFullScreen" value="true"></param><param name="allowscriptaccess" value="always"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/y6J_zzJSBsQ?fs=1" type="application/x-shockwave-flash" width="500" height="400" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>IEM: <em>Existem bandas que funcionam em torno de uma pessoa e outras em que a participação de todos os membros é mais presente, tanto em composições, quanto em arranjos, etc. Como vocês se definem?<br />
</em></strong><strong>FG: </strong><em>Nós somos mais democráticos que os EUA. Por exemplo: Brenno e Keleta, principais compositores da banda, firmaram uma parceria à la John Lennon e Paul McCartney: não importa quem faz a música; o crédito é sempre dos dois. Acho que isso ajuda a reduzir boa parte dos conflitos de ego. Senão seria: &#8211; &#8220;Ué, Brenno&#8230; Por quê vai ter o seu nome em Botando na Caçamba? Você só fez os dois últimos acordes!&#8221; Mas aqueles únicos dois acordes, por menores que sejam (com o perdão do trocadilho), podem ser essenciais para mim e me sentiria ofendido se não levasse crédito por eles. Na própria Botando na Caçamba, tem uma parte escrita pelo Marcelo, que também leva crédito. Fora que no nosso CD tem o Felipe Genes, baterista, cantando a voz principal em &#8220;Tá Tudo Bem&#8221;, amigos tocando piano, flauta. Os arranjos são pensados pela banda inteira (talvez até reflexo da ausência de um produtor musical); todo mundo dá pitaco em tudo. Inclusive o nome &#8220;Rua Araucária&#8221; (que é uma música nova minha) foi sugestão do Felipe Fernandes. Todos gostaram e ficou.</em></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>IEM: <em>Quais são as expectativas da banda para o futuro?<br />
</em></strong><strong>FG: </strong><em>Muitos shows pelo Brasil!</em></p>
<p><object width="500" height="400"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/qi1zcZAbB8g?fs=1"></param><param name="allowFullScreen" value="true"></param><param name="allowscriptaccess" value="always"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/qi1zcZAbB8g?fs=1" type="application/x-shockwave-flash" width="500" height="400" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>IEM: <em>Uma música e o motivo da escolha.<br />
</em></strong><strong>FG: </strong><em>&#8220;Mi Menor&#8221; tem a ver com a questão da energia dos shows que falamos antes. Essa música era um espécie de ápice das nossas apresentações ao vivo, com as duas guitarras duelando no final e o público indo ao delírio&#8230; Quando a gente foi gravar, entramos em crise, achando que ela nunca ficaria com a mesma energia dos shows. Mas o Brenno gravou a voz deitado no chão do estúdio (truque que deu o ar soturno que a música pedia), o Felipe Fernandes gravou um piano Rhodes, um órgão Hammond, um solo de guitarra slide, o Marcelo gravou com o baixo fretless dele (dando um efeito acústico) e o resultado geral ficou excelente, com muita energia mesmo. Brenno se arrisca até a dizer que é a sua faixa preferida no CD. E hoje acontece o contrário: não conseguimos reproduzir metade dos elementos nos shows.</em></p>
<p style="text-align: justify;"><em><strong>Para maiores informações e download do álbum: <a href="http://www.myspace.com/ganeshas">http://www.myspace.com/ganeshas</a></strong></em></p>
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		<title>Um Ano Em Um Post (Os Melhores Posts)</title>
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		<pubDate>Thu, 22 Apr 2010 00:00:34 +0000</pubDate>
		<dc:creator>bigmontz</dc:creator>
				<category><![CDATA[Faixa-Bônus]]></category>
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<p style="text-align: justify;">O <strong>IEM</strong> completa um ano e para comemorar esta data <strong>Montanha</strong> falará dos melhores (ou mais marcantes) posts desta breve história do blog. Se você acompanha o blog desde inicio, reveja os posts que você já leu e, se você é leitor novo, confira posts que são essenciais para entender o que se [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="aligncenter size-full wp-image-1157" title="Um Ano, que beleza." src="http://istoemusica.bigmontz.com/wp-content/uploads/2010/04/UmAno.gif" alt="" width="500" height="332" /></p>
<p style="text-align: justify;">O <strong>IEM</strong> completa um ano e para comemorar esta data <strong>Montanha</strong> falará dos melhores (ou mais marcantes) posts desta breve história do blog. Se você acompanha o blog desde inicio, reveja os posts que você já leu e, se você é leitor novo, confira posts que são essenciais para entender o que se passou no blog neste ano de vida.</p>
<h4>Lista do Montanha</h4>
<p style="text-align: justify;"><em>Este ano foi de experimentação muito grande no blog, do começo bem amador tentando coisas diferentes, formatos diferentes e a maturidade atingida após alguns meses com categorias sólidas como a <strong>IEM Apresenta</strong> e a <strong>Lookin&#8217; back </strong>(que tem como destaque a série sobre os anos 90 que popularizou bastante o IEM). Vamos aos cinco posts que considero muito importantes para entender o estágio atual em que estamos.</em></p>
<ul>
<li style="text-align: justify;"><em><strong><a href="http://istoemusica.bigmontz.com/2009/07/31/humbug-arctic-monkeys/" target="_blank">Resenha: Humbug &#8211; Arctic Monkeys</a>. </strong>Foi o primeiro post que teve um grande número de visitação do site, até hoje figura entre os mais vistos e ainda é com o post com maior número de comentários (apesar da maioria ser meras desqualificações do texto e do próprio dublê de crítico). Com tudo e apesar disso, este post foi um dos que mais ajudou na melhora na forma de escrita e se desdobrou numa nova fase do blog;</em></li>
<li style="text-align: justify;"><em><strong><a href="http://istoemusica.bigmontz.com/2010/02/01/especial-90s-4-ok-computer/" target="_blank">Especial 90&#8242;s #4: OK Computer</a>. </strong>Talvez o post menos visto da série sobre os anos 90, porém foi talvez o que mais deu prazer em escrever e qual considero o melhor da série. Creio que a grande quatidade de informações presente nas músicas do álbum e disponivel para pesquisa sobre o álbum fez deste post uma grande descoberta, me fez ver melhor o álbum e admirar ainda mais esta obra fantástica;</em></li>
<li style="text-align: justify;"><strong></strong><em><strong><a href="http://istoemusica.bigmontz.com/2009/05/19/especial-cena-indie-alternativa-irlandesa/" target="_blank">Especial –  Cena indie-alternativa irlandesa</a></strong>. O embrião do que viria ser o Isto é Música Apresenta e o inicio de uma série de dois posts que apresentam duas bandas da cena indie irlandesa (o post atualmente esta sem formatação adequada por conta das muitas trocas a atualizações de templates feitas no blog e as mudança de servidor), foi o inicio das aventuras do IEM pelo novo e desconhecido;</em></li>
<li style="text-align: justify;"><em><a href="http://istoemusica.bigmontz.com/2010/02/24/vlog-how-soon-is-now-the-smiths/" target="_blank"><strong>VLOG: I Am The Walrus</strong></a>. O melhor post da categoria que começou da forma mais despretenciosa possível no blog, os VLOGs originalmente eram apenas videos bacanas que ficavam na home do blog, porém no final do ano passado eles passaram ser posts sobre uma música em especial ou sobre um vídeo em especial, ou com uma analise ou com informações bacanas ou lançando algo novo.<br />
</em></li>
<li style="text-align: justify;"><em><a href="http://istoemusica.bigmontz.com/2010/03/09/iem-apresenta-e-entrevista-alice/"><strong>IEM Apresenta e Entrevista: Alice</strong></a>. Para mim o melhor post do blog até hoje e o que conseguiu atingir o objetivo inicial do blog,  participação e troca de informações. A alto nível e a quantidade de comentários de post foi algo realmente empolgante, além disso foi um post sobre uma das minhas bandas favoritas, uma banda que eu vi nascer e crescer. Foi o segundo post do IEM Entrevista (o primeiro foi com <a href="http://istoemusica.bigmontz.com/2010/01/10/northern-portrait/" target="_blank"><strong>Northern Portrait</strong></a>, momento também muito marcante do blog) e abriu porta para outrou posts deste tipo. Foi o post que trouxe o slogan &#8220;Música, não importa de onde&#8221; para o Brasil de vez.</em></li>
</ul>
<p style="text-align: justify;"><em>Espero que tenham gostado da lista e que curtam ler (ou re-ler) tais posts. <strong>Entretanto, nem tudo são flores neste um ano de blog, venho vos informar que nos proximos meses não terei muito tempo para manter a taxa de postagem atual do blog, talvez só post umas 4 vezes por mês, é pouco, mas é o que estou pondendo fazer no momento. Abraço, obrigado a todo que fizeram parte da história deste blog tanto postando coisas, quanto lendo, comentando e sugerindo ou apenas visitando.<br />
</strong></em></p>
<p style="text-align: justify;">Note: There is a poll embedded within this post, please visit the site to participate in this post's poll.<em><strong><br />
</strong></em></p>
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