Faixa-Bônus: Uma cara chamado Ryan Adams

Ryan Adams é um daqueles artistas que você (isso, você mesmo que esta lendo isso aqui) precisa conhecer, se já não conhece, evidente. Ele é um dos caras mais produtivos do cenário atual, ele simplesmente lançou 13 álbum de estúdio de 2000 para cá, 7 solos, 5 com o The Cardinals e 1 com sua banda de hardcore The Finger, isso sem contar o álbum lançado em 2001 pela sua primeira banda, Whiskeytown, mas que foi gravado em 1999. Além disso, foram mais 6 EPs e 9 promos. Pouco, não?!
Não vou chegar aqui e pagar de grande conhecedor da discografia dele, ele lançou muitas e acabei não ouvindo tudo, mas gostei de quase tudo que ouvi. Fui conhecer Ryan Adams por volta de 2003/2004, ele acabara de lançar o álbum “Rock N’ Roll” e “So Alive” vivia tocando na MTV juntamente com as bandas ‘indie’ do momento e meio que se encaixava a aquele cenário, por isso acabei não indo atrás de mais coisas, pois preferia naquele momento ouvir The Strokes, Franz Ferdinand, King Of Leon, etc.
Depois de algum tempo ignorando sua existência, ei que em 2006 eu acabei ouvindo sua versão para “Wonderwall” e que beleza de versão, ficou tão boa que Noel Gallagher acabou adotando como a versão tocada por ele em shows ‘solo’. Isso me fez baixar “Love Is Hell“, um conjunto de dois EPs com sessões gravadas em New York e New Orleans. Um trabalho bem mais intimista que “Rock N Roll’ e em sintonia com o restante da discografia do mesmo, se bem o que isso não faz muito sentido quando se fala de um cara que vai do Country ao Metal passando pelo Hardcore.
Seu primeiro álbum, “Heartbreaker“, é basicamente um álbum de country/folk e acabou de entrar na lista de álbuns favoritos do escriba aqui pela simplicidade e beleza das canções, a inspiração de Adams no fim de seu relacionamento com Amy funcionou. No entanto, a fase mais produtiva de Adams se deu quando ele fundou o The Cardinals e passou a lançar praticamente dois álbuns por ano, sendo que em 2005 foram lançados “Cold Roses” e “Jacksonville City Nights” com o The Cardinals e “29” solo.
Os álbuns e EPs que foram lançados a seguir mantiveram a mesma qualidade que a dos trabalhos anteriores, desde as viagens como o álbum solo de metal chamado “Orion” ao trabalho mais recente com o The Cardinals, “Class Mythology“, passando por “III/IV“, álbum duplo com pegada mais ‘rock’ lançado em 2010.
Além da grande produção solo e com o The Cardinals, Ryan ainda encontrou tempo para produzir álbuns de Jessie Marlin e Willie Nelson, além de trabalhos colaborativos com Counting Crows, Norah Jones, Weezer, etc. Ainda escreveu dois livros de contos e poemas intitulados “Infinity Blues” e “Hello Sunshine“. Enfim, poderia passar o dia aqui escrevendo sobre o trabalho de Ryan Adams, mas tenho que cortar o cabelo. Então ouçam por conta própria e postem suas opiniões nos comentários.
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