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IEM Apresenta e Entrevista: Elisa (Lançamento de Single e Clipe)

Written By: bigmontz on December 22, 2010 MAKE A COMMENT

Elisa é uma banda de pop rock de Aracaju (SE) formada por Pedro Yuri (vocal, violão e banjo), Saulo Nascimento (teclados, programações e vocais),  Matheus Ferreira (baixo e vocais) e Fabinho Espinhaço (bateria). A banda tem um EP lançado em 2009, intitulado “O quarto dos Fantasmas“, e está lançando o clipe de “Retour“, que está saindo juntamente com o single da música, que faz parte do EP da banda, e tem como b-side uma música que estará no primeiro álbum da banda.

Falando nas gravações da banda, o primeiro EP da banda mostra um som maduro, mas que ao mesmo tempo ainda precisa de lapidação nas letras. Não é que as letras sejam ruins, mas ainda falta aquele casamento letra/melodia/canto que tornam a música fluida e natural. Entretanto, a sétima faixa do EP, “Meus Amigos“, mostram que banda chegou muito perto de conseguir tão combinação.

Quanto ao single, a faixa título já fazia parte do primeiro EP da banda, mas foi regravada para o single. A nova versão da música ficou mais dançante que a anterior e está mais bem produzida. Como B-Side temos “Dia Chuvoso“, uma música mais experimental e menos usual. Não existe uma quebra em relação ao que vinha sendo feito, talvez tenho sido apenas uma evolução técnica. Enfim, vale apena baixa e conferir o trabalho destes caras.

Entrevista

Em entrevista ao IEM, Pedro Yuri fala sobre como é ser uma banda de rock em Sergipe, sobre os primórdios da banda e as primeiras composições, o primeiro álbum, entre outros assuntos.

IEM: Como é ser uma banda de rock em Sergipe?
Pedro: Putz, rapaz… é complicado mas já foi pior. Hoje há divulgação das bandas daqui e algumas como a The Baggios, Naurêa, Nantes entre outras estão conseguindo sim vingar. A comunicação com fora ficou mais fácil. Tocar por aqui ainda é um pouco complicado. Há poucos espaços físicos mas acho que o pior problema é que o público é pouco aberto. Se não for rock “de rockeiro” se me permite o termo, ou algo que esteja em moda o povo tende a não ir ou ficar na porta do lugar.
Ano passado estivemos em tour com a Baggios e a Nantes (na época era Daysleepers) e vimos como isso em Recife é diferente. O pessoal lá é muito aberto pra o som feito em sua própria casa, respeitando muito as possibilidades de cada grupo/artista.

IEM: Ouvindo o som de vocês, percebo que o som é um tanto maduro. Entretanto, as letras não parecem ainda no mesmo nível de maturidade. Como foi a gravação do EP? Vocês já tinha muito tempo de estrada quando gravaram?
Pedro: Cara, foi um lance que teve muito a ver com a formação da banda. A banda só tem 2 anos. Na época do ep, tinha menos de um ano um pouco. Então há discrepância entre certas músicas porque umas foram compostas quando eu tinha 15 anos e outras já foram compostas pensando na banda, mais recentes e tals. No single novo mesmo, as duas músicas já são mais recentes. No ep tem músicas como Floriza e Quando ela foi embora que foram compostas tem bem uns 5 ou 6 anos ai hehehehehe. Foi um lance mesmo do processo da banda tomar forma, de demarcar lugar, um primeiro passo sabe?

IEM: Geralmente as pessoas curtem algumas músicas/bandas que não dão muito orgulho de dizer que gostam por serem muito conhecidas, pops demais, brega ou coisas do tipo. Qual seria esse grupo de músicas/bandas que você(s) não se envergonham um pouco ao admitir que gosta(m)?
Pedro: Pô, ai é osso. Eu curto umas bregueira anos 80 cara. Gosto mesmo sem medo de ser feliz. Mas quanto a isso não somos muito vaidosos não. Nossa brincadeira é fazer versões de músicas meio mal vistas. Já fizemos “Careless Whispers” do George Michael, um mash up de “Baby one more time” da Britney Spears com “Lady (hear me tonight)” do Modjo. Até “Papai Noel filho da puta” do Garotos Podres já rolou!

IEM: O que pode se esperar do primeiro álbum da banda? Mais do mesmo, uma evolução natural ou uma revolução na sonoridade da banda?
Pedro: Esse ano foi chave pra nós. Tocamos pouco, mas a banda amadureceu muito. Começamos a trabalhar com o Fabrício da Nantes, gravamos esse clipe e o single que mostram bem como a banda tende a caminhar. Conseguimos chegar num tipo de som que estavamos objetivando mas que não chegávamos ainda lá e nesse sentido vejo Fabrício como peça chave. Trabalho dele de produção otimizou e facilitou o que agente queria, nos deu ferramentas. Um termo que usaram um dia desses e que achei legal foi que tamos fazendo um “pop esquizofrênico”. Eu gosto da idéia, tá meio nervoso e viajado mas é pop, flerta com outras possibilidades e tals.

IEM: O preço dos CDs caíram cerca de 50% nos últimos 10 anos (segundo levantamento feito por mim mesmo ao comprar CDs) e, mesmo assim, as prateleiras continuam cheias e a saída é cada vez menor. Como vocês pensam que será o mercado de música no futuro? Album serão somente com fim de divulgação? As pessoas continuarão usando CDs? O vinil é o futuro?
Pedro: Nossa, essa foi cabeluda rsrsrsrsrsrs. Olha, eu não posso mentir pois gosto de baixar músicas, de forma fácil e mega barata. Mas continuo comprando cds do que gosto ou do que me causa curiosidade. Nesse sentido sou meio exceção. Acho que deixar de existir não vai, mas o cd cada vez mais se torna uma forma de diálogo entre grupos, uma forma de você ver o que aquela pessoa pensa naquele momento, o que ela aspira como artista.

Outro problema com isso é que a qualidade das músicas cai. Leia-se qualidade de áudio mesmo, não tou falando de se a banda é legal ou se é um lixo. Tou falando do áudio mesmo, da compressão da faixa e tudo mais. Isso pra quem é chato com música como eu é um problemão. Acho que essas mídias continuarão tendo espaço, mas como vimos nos últimos anos a linguagem é diferente, o approach é outro.

IEM: Uma música e justificativa da escolha.
Pedro: Pode ser duas? “I remember” de Damien Rice. Por que sem ela não existiria Elisa. E “All my friends” do LCD Soundsystem. Essa ensina a ser pista sem ser chato.

Para maiores informações: Comunidade do Orkut, MySpace e Trama Virtual.

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