IEM Apresenta e Entrevista: Amplexos (Lançamento de Single)
Amplexos é uma banda de Volta Redonda (RJ) composta por Guga (Voz, Guitarra, Violão, Craviola), Leandro (Guitarra), Flavio Polito (Baixo), Leandro Tolentino (Percussão), Martché (Teclados, sintetizadores, escaleta) e Vinícius Leonardo (Bateria). Formada em 2007, a banda, que se define como banda de rock aberto e pop ousado, lançou seu primeiro álbum em 2008, o auto-intitulado Amplexos, e está prestes a lançar seu segundo álbum.
Para o lançamento de seu novo single a banda resolveu se utilizar de um estratégia bem interessante, uma campanha de lançamento simultâneo para download em diversos blogs de música e IEM abraçou a idéia (para baixar o novo single clique aqui). O novo single não se trata de uma música nova, mas de uma regravação bem diferente da música A Atriz (presente no primeiro álbum da banda).
A seguir a entrevista dada por Guga ao IEM, ela fala sobre o novo single, a banda e coisas do tipo.
Isto é Música: Qual o motivo do lançamento de um novo single de uma música “velha”?
Guga: Quando fizemos o show de lançamento do primeiro disco, no ano passado, muitos arranjos que estão no álbum já não nos agradavam tanto, e “A Atriz” era um deles. Gostamos muito da letra e da melodia, os fãs da banda adoram e muitos se identificam bastante, mas o arranjo não estava à altura da canção, e isso incomodava muito a gente. Para esse show de lançamento, fizemos novos arranjos pra algumas músicas do disco e a partir de então passamos a tocá-los nos outros shows. Daí veio uma vontade de registrarmos ela nessa nova roupagem. Na mesma época, surgiu uma idéia de fazermos um curta-metragem, em animação, em que “A Atriz” funcionaria como trilha sonora, e também o convite da equipe do estúdio “Caos e Vitrola” para gravarmos alguma coisa por lá. Como estamos em fase de pré-produção de um novo disco, preferimos registrar uma música que não estará nesse novo trabalho, que está sendo feito com muito cuidado, buscando obedecer a um conceito, funcionando como um álbum mesmo, com cada música amarrada à outra. Acabou que o arranjo final, que a gente lança agora, ficou com muito do clima do disco que vem por aí.
IEM: O que seria rock aberto e pop ousado?
Guga: Dá pra perceber, com nosso primeiro disco, que está tudo muito aberto ali. São 10 músicas e não dá pra ter noção ao certo pra que lado nós podemos caminhar, que lado do rock a gente pode experimentar. O aberto vem dessa abertura a outros estilos, a muitos caminhos e tentativas, porque foi feito em um momento em que não sabíamos ao certo quem a gente era. Em relação ao pop ousado… Com esses aninhos de estrada, acabamos descobrindo que a nossa música é pop. Digo isso porque é uma música fácil, que dá pra cantarolar no chuveiro, na academia ou onde quer que seja. Mas ao mesmo tempo, não é descartável, e nós não temos nenhuma intenção de que soe plástica, sem sentimento, “pra vender”. É pop porque saiu assim, mas é ousado para os padrões pop, acredito. Na verdade, acho que nós sabíamos, sim, quem éramos, desde o começo. Só que éramos muitas coisas ao mesmo tempo.
IEM: O primeiro álbum de vocês parece uma monte de música gravadas em épocas e com motivações diferentes, e, apesar de bem gravadas, não dão uma identidade ao álbum (e a banda). O próximo passo seria estabelecer uma identidade?
Guga: Não só parece como é. O disco foi produzido em um longo período, com muita calma e lentidão. Quando decidimos gravá-lo, a idéia era registrar as músicas que as pessoas que nos acompanhavam já conheciam e cantavam nos shows há bastante tempo. A gravação veio da necessidade de registrarmos uma história, um começo, de deixarmos registrado o caminho que fizemos pra chegarmos até aquele momento. Sem dúvida o disco não tem uma identidade sonora, mas cada música ali conta sobre um período nosso, e em nenhum momento nós nos sentimos “perdidos”. A gente gravou tudo aquilo com muito carinho porque era necessário. Ao mesmo tempo, resistimos demais à idéia de lançarmos algum EP ou Single, o que poderia ter ajudado nessa questão. Preferimos jogar tudo em um álbum e lançar tudo junto, mesmo que na primeira audição pareça uma bagunça. O próximo passo é gravar o nosso segundo disco, que a gente encara como se fosse o primeiro. A identidade já está bem definida, quem vai ao shows pode comprovar. Conseguimos amarrar músicas novas e músicas do disco em novos arranjos e, ao vivo, essa identidade é visível. Mas no segundo trabalho, sem dúvida, isso vai ficar mais claro.
IEM: Como sobreviver numa banda de 6 integrantes?
Guga: Nos damos muito bem, somos realmente amigos. Além disso, trabalhamos em inúmeros projetos paralelos, contribuindo com outros artistas (tocando, compondo, produzindo) e experimentando coisas diferentes. Cada um de nós tem, pelo menos, dois trabalhos paralelos que ajudam no nosso relacionamento e na sobrevivência mesmo, na questão financeira. É claro que não sobrevivemos só com o trabalho da banda, então alguns de nós trabalham em outras coisas fora da música.
IEM: Uma música e o motivo da escolha.
Guga: Jorge Ben – 5 Minutos. Jorge Ben é ídolo maior na banda, escutamos muito quando estamos todos juntos, em especial esse disco dele (A Tábua da Esmeralda) e o “Africa Brasil”, que é um álbum que está influenciando demais a gente nessa fase de pré-produção de novo material. Essa música é especial, com uma interpretação monstruosa, um arranjo magnífico e um clima que transporta.
Para maiores informações: Site da Banda (com o primeiro álbum para download)
Outros blogs participantes do lançamento: http://img697.imageshack.us/img697/856/listaatriz.jpg
Tags: Amplexos, indie, Isto é Música Apresenta, Isto é Música Entrevista, Jorge Ben, mpb, pop, Rio de Janeiro, rock, samba














Comentários no Orkut
Destaque no site do Marcos Bragatto, jornalista caricoa (Bizz, Billboard).