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Lookin’ back: Sleeping With Ghosts (2003) – Placebo

Written By: bigmontz on March 6, 2010 2 Comments

Lançado no dia 1º de abril de 2003, o quarto álbum do Placebo, “Sleeping With Ghosts”, trás uma banda madura mergulhando nas experimentações feitas em seu álbum anterior, “Black Market Music”. O álbum foi lançado em um momento de transição do rock mundial, onde o indie começava a despontar como corrente dominante e a internet começa a mudar o cenário mundial promovendo o acesso mais direto entre bandas e seu público alvo.

Vamos à alguns fatos interessantes ocorridos às vésperas deste lançamento:

  • Em março de 2002 o Silverchair lança o diferente “Diorama”;
  • O primeiro álbum do Maroon 5 foi lançado no final de junho de 2002, após isso o Oasis laçara o “Heathen Chemistry” e o RHCP lançara o “By The Way” no mês seguinte;
  • O Coldplay lançou o excelente “A Rush of The Blood to the Head” em 2002 e se firmou no cenário como uma das melhores bandas de então;
  • Bandas como The Coral, The Libertines, The Thrills, Interpol The Vines lançaram seus primeiro álbuns em 2002;
  • O The Strokes já estava preparando seu segundo álbum para 2003 e Yeah Yeah Yeahs estava para lançar seu primeiro álbum.

Neste cenário foi lançado o 4º álbum do Placebo, com muitas músicas baseadas em relacionamentos e que segundo Molko seriam para exorcizar fantasmas do passado. O álbum começa dando uma idéia errada ao ouvinte do que lhe espera, a instrumental “Bulletproof Cupid“ com todo seu barulho dão a impressão de que vem mais disso por todo o álbum, mas, logo após, as batidas e efeitos eletrônicos de “English Summer Rain” contradizem o ouvido na primeira faixa e revela bem mais do que vem pela frente no álbum.

Baseada numa história que diz que James Dean seria gay e que tinha o fetiche de ser queimado por pontas de cigarro, “This Picture” mostra uma visão desta história recheada de dicas, como no trecho “I hold an image of the ashtray girl/As the cigarette burns on my chest” que mostra bem a figura de qual se trata a música. Na seqüência, “Sleeping With Ghosts” com sua guitarra lentas falando sobre como amizades e relacionamentos verdadeiro nunca morrem e resistem a tudo.

A rápida e energética “The Bitter End” fala sobre um relacionamento prestes a seu fim e o caos que se segue até seu fim, o arranjo com a bateria marcada e as guitarras zunindo rapidamente ao fundo deixam ainda mais caótico o momento. Seguindo como se fosse um breque e com uma excelente linha de baixo, “Something Rotten” contribui para dar uma boa dinâmica ao álbum e mostra um arranjo um tanto experimental no uso de elementos eletrônicos junto com guitarras esporádicas.

Como sétima faixa a barulhenta “Pasticine“, falando sobre mentiras e implorando pela verdade, é seguida de “Special Needs“. Esta seqüência mostra mais dos fantasmas dos passado que são exorcizados durante o álbum, a mentira e luta por poder são retratadas de forma clara. Além disso, a batida eletrônica na balada “Special Needs” junto com sua melodia e letra a transformam no grande ponto alto do álbum, uma das melhores da banda.

O sessão de exorcismo continua com a balada “I’ll Be Yours” e todo o peso de “Second Sight” batendo antes de chegar a “Protect Me From What I Want“, música que conta com arranjo e acabamento muito bem feitos, porém a versão em francês dela, “Protège-Moi”, ficou mais interessante que ela com a combinação do refrão em inglês e a frase titulo da versão em francês sendo cantada ao fundo. Como últimas duas músicas, o clima pesado de último adeus de “Centrefolds” e as batidas pulsantes de “Running Up That” fecham o álbum.

Provavelmente Brian Molko conseguiu exorcizar os seus fantasmas nesta álbum e, além disso, deve ter ajudado muitas pessoas a exorcizar os seus. Porém não é só de exorcismo que vive o álbum, a qualidade dos arranjos, melodias, vocais e acabamentos das músicas deste álbum são excelentes, as seqüências fluem e o álbum funciona muito bem como todo. O timbre de guitarra meio metalizado sobre as batidas eletrônicas continuam atuais e modernas até hoje, não foram vencidas pelo tempo. De fato, é um grande álbum e, como todo grande álbum, produzirá “filhotes” (se ainda não produziu).

Referências:

http://en.wikipedia.org/wiki/Sleeping_with_Ghosts

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2 Responses to “Lookin’ back: Sleeping With Ghosts (2003) – Placebo”

  1. Mila says on: 6 March 2010 at 19:56

    Olha, adorei sua review. :D Vi o link lá na comunidade do Placebo.
    Prometo passar mais vezes por aqui!

    :*

  2. vii says on: 6 March 2010 at 22:19

    otima review ! arrasou :)

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