IEM Apresenta e Entrevista: Northern Portrait

Northern Portrait é uma banda dinamarquesa formada em julho de 2007 em Compenhagem e nos cedeu uma entrevista exclusiva que será onde nos fala sobre a sonoridade da banda, entre outras coisas. Composta por Caspar Bock Sørensen (baixo), Stefan Larsen (vocal e guitarra), Jesper Bonde (guitarra) and Michael Sørensen (bateria), a banda se define como uma banda de pop baseado em guitarras sofisticadas e mostra muita influência de The Smiths. A Norhern Portrait ja lançou dois EPs (“The Fallen Aristocracy EP” e “Napoleon Sweetheart EP”) e, recentemente, um álbum intitulado “Criminal Art Lovers” pela gravadora Matinée. Abaixo a entrevista feita por e-mail com Stefan Larsen.
Isto é Música: Por que Northern Portrait?
Stefan Larsen: Eu suponho que a questão seja sobre o nome da banda, o que honestamente eu não me lembro. Eu acho que tinha algo a ver com o retrato de ‘Palle Sørensen’ que usamos no “The Fallen Aristocracy EP” e no nosso MySpace.
IEM: Em seu site e myspace a banda a banda diz: “Northern Portrait é uma banda que a razão de ser é o fazer da música pop sofisticada”. Em sua opinião, o que é música pop sofisticada?
SL: Para mim sofisticação é sobre gosto, refinamento e complexidade. A música pop do mainstream de hoje é um verdadeiramente amplo espectro de coisas, às vezes boas, mas mais frequentemente horríveis – é basicamente apenas um título que abrange tudo o que está nas paradas. A complexidade nas paradas pop é muitas vezes arruinadas pelas composições feitas como receitas de bolo, você sabe: verso, refrão, verso, refrão, solo (middle eight), refrão, refrão, desaparecer gradualmente.
Nossa música é certamente pop, mas não do tipo polido e radiofônico, apenas pouquíssimas músicas nossas tem um refrão no sentido tradicional. E eu acho que este tipo de música demanda um pouco mais do ouvinte, um pouco mais de interesse e sofisticação: é algo que você tem que procurar, e você só pode encontrá-lo, se você estiver realmente consciente do seu gosto e assim por diante. A razão pela qual rotulamos nossa música como “pop sofisticado” é também porque “Indie” tem sido completamente explorado para vender quase nada, então faz muito pouco ou nenhum sentido usar este termo atualmente.
IEM: Qual o seu álbum favorito do The Smiths?
SL: Se “Hatful of Hollow” for opção, eu escolheria este, mas eu suponho que este talvez não conte como um álbum de verdade. Possivelmente “Strangeways Here We Come” por conta da pureza da produção, e pelo brilhantismo de todas as músicas (exceto “Death at One’s Elbow”).
IEM: Qual é a segunda melhor banda nova da Dinamarca?
SL: Infelizmente eu não estou realmente muito bem informado sobre o cenário musical na Dinamarca, mas eu devo, naturalmente, recomendar a banda de nosso baixista Gaspar, “Champagne Riot”. Se voltarmos no tempo, eu realmente gosto de uma banda dinamarquesa do inicio dos anos 80 chamada “Kliché”, um cantor chamado “Lars Hug”, um grupo chamado “Love Shop” e outro grupo chamado “Gangway”.
Crítica:
As semelhanças com The Smiths são assustadoras, tanto na forma de cantar do vocalista quanto na sonoridade das guitarras. O álbum “Criminal Art Lovers” é muito agradável, conta com algumas boas músicas, destaques para “The Operation Worked but the Patient Died”, “Crazy”, “Criminal Art Lovers” e “Murder Weapon”, e mostra que a banda tem talento potencial para fazer alguns bons discos.
Para maiores informações: MySpace, Site da Gravadora e Lasf.fm
Tags: Dinamarca, indie, Northern Portrait, pop, rock, The Smiths












