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Especial 90′s #1: Nevermind

Written By: bigmontz on December 20, 2009 MAKE A COMMENT

Inicio dos anos 90 o rock americano sobrevivia a duras penas no mainstream e fervia no underground, os passos de uma revolução seguiam enquanto:

  • Michael Bolton estava no topo com “How Am I Supposed To Live Without You”;
  • A bomba relógio Sinead O’Connor cantava a excelente “Nothing Compares 2 U” para todo mundo ouvir;
  • Madonna e a dança moderninha cheia de poses ditavam moda em “Vogue”;
  • O MC Hammer vinha com todo gás em “U Can’t Touch This”;
  • A boyband New Kids On The Block faziam as meninas suspirar com “Step by Step”;
  • O Jon Bon Jovi fazia o mesmo com “Blaze Of Glory”;
  • O Vanilla Ice era a farsa do momento;
  • O The Black Crowes colocavam algumas músicas nas paradas;
  • A ressaca dos 80′s existia com os Guns N’ Roses emplacando alguns sucessos como “Don’t Cry”;
  • Além de outras bandas como Yes, Rush, Poison, Van Halen, Dire Straits, Metallica, etc, figurarem entre as mais ouvidas.

Até que no dia 24 de setembro de 1991 o Nirvana lança do seu segundo álbum e o mundo é virado de cabeça para baixo, o underground vai para o mainstream no que se pode considerar talvez uma das ultimas revoluções da história do rock, emergia o Grunge e suas camisas de flanelas.

Musicalmente o Nevermind e o Nivana não eram o que melhor definiam a estética do movimento grunge, eles tinham o pessimismo drogado , a melancolia e o clima sujo existiam, entretanto o Nevermind é mais como uma porrada punk bem na boca do estômago.

O álbum já começa com o maior clássico do Nirvana e dos um dos maiores 90′s, “Smells Like Teen Spirit”, um hino dos desajeitados, deprimidos e sem auto-estima ou um hino dos fracos e oprimidos que vivem a margem da sociedade, depende do ponto de vista. De fato, esta música funciona como grito de quem diz “Ei, olhem pra gente!!!”.

Na seqüência vem “In Bloom” com um grande trabalho de Dave Grohl nas baquetas botando uma batida pop no que não é pop e, com isso, deixando algo bem rico nesta mistura. A clássica “Come As You Are” aparece como terceira faixa dando uma tranqüilizada  nos ânimos enquanto Kurt segue sua depressão chamando um amigo e jurando que não tem uma arma, era bom ele não ter mesmo.

O álbum segue com o punk cheio de nitroglicerina de “Breed” enquanto “Lithium” e “Polly” apresentam boas melodias e letras bem trabalhadas usando de ironia e boas combinações de palavras de forma a ritmo às músicas. A gritaria punk volta ao ar em “Territorial Pissings” e seus gritos de desespero, “Drain You” mostra novamente a batida pop de Dave Grohl numa levada quase dançante que faz desta música das mais interessantes do álbum.

Seguem os roquezinhos gritados de “Lounge Act”, “Stay Away” e “On A Plain” juntamente com a acústica “Something In The Way” e a longa espera até o ultimo grito chamado “Endless Nameless” fechar o álbum.

Claramente o Nevermind não se destaca somente pelo seu lado musical, a importância deste álbum não se deve a sua qualidade músical, mas ao que ele significou para sua geração quebrando barreiras e tirando o underground do underground. Definitivamente as mudanças que se sucederam a partir de então foram importantíssimas para entender os motivos que fazem de Nevermind um dos álbuns mais influentes dos 90′s, bandas como Pearl Jam, Soundgarden, Stone Temple Pilots, Alice In Chains, etc saíram do submundo para o mundo, o grunge dominou o mundo durante alguns anos até a morte de Kurt Cobain, fato este que fez os grunges saírem um pouco da media, e gerou filhos fortes e saudáveis como Silverchair e Foo Fighters.

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10 Responses to “Especial 90′s #1: Nevermind”

  1. João Paulo Peres on: 20 December 2009 at 17:55

    Um dos piores discos que já ouvi, merda atrás de merda, não tem nada que realmente salve nessa porra, um lixo sonoro.

    Só é superior a Sex Pistols.

    • bigmontz on: 20 December 2009 at 17:58

      Que também tem Nevermind no nome. =P

  2. Wigvan on: 20 December 2009 at 20:54

    Nossa. Um dos melhores albuns do mundo.

  3. Bruno on: 2 January 2010 at 07:39

    Quem fala que este album é ruim…

    Um sinsero ‘Vai tomar no cu’ para voce (Y)

    Quér julgar musica? aprende a avaliar musica..
    Algo não é ruim só porque você nao gosta, e nem é bom só porque voce gosta

    Você pode gostar de algo que seje ruim, ou nao gostar de algo que seje bom

    Esse album é sim foda pra caralho, não atoa que ele ‘entrou para a historia’

    • bigmontz on: 2 January 2010 at 16:13

      Sendo sincero.
      Favor, vamos manter os nível nos comentários.

    • João Paulo Peres on: 2 January 2010 at 16:21

      Sim, algo é ruim ou bom porque eu gosto ou não, já que isso é uma questão PESSOAL, e opinião cada um tem a sua.
      Beijos, comente sempre, com sua “sinseridade”.

  4. Fernanda on: 5 January 2010 at 12:15

    Mt bom o post cara,e Nevermind é um dos melhores,se não o melhor álbum da história.

  5. Vitin on: 11 January 2010 at 03:44

    Sou mt fã de nirvana, e realmente, esse seu post foi ÓTIMO! parabens

  6. wlaner on: 11 January 2010 at 23:19

    muito bom o post . concerteza é o melhor album do mundo õ//

  7. Jonathan Rodrigues on: 15 October 2010 at 01:14

    essa endless nameless ne pode ser consideradas uma musica do nevermind, foi lançada como bonus e nem combina em nada com o disco, além de ser uma merda retumbante, ao contrário da obra-prima do bebê nadados como um todo.

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