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Entendendo a Crítica

Written By: bigmontz on August 16, 2009 4 Comments

Promão das boas

Esses dias eu estava conversando sobre como as pessoas ouvem música (umas prestam mais atenção no instrumental e na parte técnica, outras levam mais em canto a melodia e o ritmo, outras as letras) e a forma que isso influência na hora de avaliar se um álbum ou uma canção é bom. Muitas vezes excelentes álbuns passam despercebidos simplesmente pelo fato do ouvinte ter focado num aspecto não tão bom dele ou não estar “no clima” pra o ouvir.

Esse tipo de coisa faz com que pessoas que gostam de técnica e complexidade nas harmonias e acordes façam pouco caso de bandas punks, entre outros casos. É possível duas pessoas ouvirem o mesmo álbum, um gostar das músicas que o outro não gostar e os motivos que justificam o gostar de um ser o motivo do não gostar do outro, e, em casos mais intrigantes, onde 90% de um grupo de fãs de uma banda gostarem de uma música e um fã odiar a mesma, e vice-versa.

Isso se deve ao fato de muitas pessoas enxergar o mesmo fato (música, álbum, artista, etc) de forma diferente geram discussões bastante interessantes (não bate-bocas despropositados que não levam a lugar nenhum a não ser a insultos pessoais) que fazem as pessoas pensarem, e abordarem, o fato de uma forma diferente desviando o foco para outras nuances e descobrindo coisas que não tinha descoberto antes.

Outra coisa que influência muito é o estado de espírito, muitas vezes aquela música de amor que você sempre odiou te pega num momento apaixonado e começa a fazer sentido pra ti, outras vezes você não consegue ouvir um álbum que você gosta até o fim simplesmente porque você não esta num bom dia pra o ouvir. O que você anda ouvindo no momento é algo que influência muito também, quando se esta ouvindo muito um tipo de som fica difícil ouvir algo antagônico, pois seus ouvidos estão acostumados a outro tipo de som.

Todos estes aspectos que influência no momento que se ouve música fazem que o trabalho de um “crítico” de música seja algo bem complicado, pois muitas vezes se tem que ouvir um álbum num momento nada propício (ou propício demais) pra isto e isso acaba gerando injustiças (tanto de massacrar um bom álbum quanto de elogiar demais coisas razoáveis que chegaram num bom momento). Por isso, não se pode muito confiar muito no que é dito na crítica (a não ser no Isto é Música, tudo que dizemos aqui são verdades absolutas e incontestáveis), pois críticos são pessoas comuns (que tem sentimentos, gostos pessoais, etc) que julgam seguindo critérios próprios.

[]’s
BigMontZ

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4 Responses to “Entendendo a Crítica”

  1. João Paulo says on: 16 August 2009 at 9:51 pm

    Bom post, na verdade nem existe isso de disco bom e disco ruim, só existe em um caso: Sex Pistols – Ruim, tenebroso. De resto..

  2. bigmontz says on: 16 August 2009 at 10:06 pm

    Num dia de revolta contra a rainha você gostará de Sex Pistols.

  3. Vinicius Sena says on: 17 August 2009 at 5:00 pm

    Críticas são coisas que nunca leio…

    E outra coisa: finalmente você escreveu alguma coisa sensata. Pena que eu sei que daqui a pouco você vai me dizer que as 3 melhores músicas dos 3 últimos álbuns do Oasis cantadas pelo Noel…………………

  4. Léo says on: 8 December 2009 at 1:55 am

    Eu concordo em parte com o que Montanha escreveu. Eu partilhava dessa opinião de que é relativo; mas será que é tudo mesmo?

    Na verdade, a questão que se coloca agora, a meu ver, é outra: a crítica de qualquer trabalho artístico não deve ser um veredicto, onde a sentença seja, por exemplo na música, “ouça isso”, ou “não ouça isso”. Já aí fica claro que usar três ou quatro linhas pra fazer uma resenha é um problemaço, como fazem os críticos fílmicos de “O GLOBO”. Mais ainda: decidir ver ou não um filme pela crítica pode ser desastroso.

    Então, hoje penso que uma boa crítica é aquela que te dá uma leitura diferente do que a maioria te possibilitaria, te trazendo informações que você desconhecia. Que expõe tanto os pontos altos como os baixos. Somos livres para avaliar se os argumentos procedem ou não; e é isso o mais legal: ao fim, parece com aquelas boas conversas nas quais a gente troca muitas “figurinhas”.

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